
MICHAEL JACKSON, O REI POP
por Fábio Oliveira
Podemos constatar pelas imagens de Michael Jackson, ainda criança, cantando as bonitas músicas Too Young, Ben e outras, que havia pureza, espontaneidade, expressão verdadeira, além do talento intrínseco do grande artista. O problema surge quando o artificialismo começa a interferir na arte por motivações não virtuosas.
Foi o que aconteceu com Michael Jackson, que teve o seu talento transformado naquilo que se chama de “Rei Pop”, objetivando simplesmente influenciar as grandes massas humanas para aquisição de lucros. Provavelmente, o jovem artista não possuísse a estrutura emocional e psicológica para conviver com um sistema que exige, explora e aliena.
A grande verdade é que a sociedade enaltece excessivamente valores superficiais que se fragilizam facilmente. A perversidade é imensa quando um ser humano é tratado como uma simples máquina. Esta é a razão de se transformar um artista verdadeiro em algo falsificado, descartável, dando o nome de “Rei Pop”.
Não há motivo nenhum para se julgar Michael Jackson, mas há muitos motivos para se lamentar a sociedade que artificializa tudo para obter lucro. É certo que Michael Jackson aceitou esse estado de coisas, mas provavelmente não estava preparado para as consequências de ser usado naquilo que ele possuía de melhor que era o talento artístico. Assim como muitos outros jovens, Michael Jackson foi vítima de um sistema explorador e de uma civilização doente.
Lamento a morte precoce do artista. Acredito que seja mais uma das vítimas da sociedade contemporânea que tem a idolatria como um dos pilares de sustentação. Que o mistério da eternidade abrace com carinho Michael Jackson que deu alegrias a tantos humanos.
A sua vida polêmica deve ser entendida dentro de uma análise psico-espiritual e sócio-econômica. Descanse em paz Michael Jackson, Rei Pop.












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