autocultura - fábio oliveira


31/12/2005


O ser humano tem sido conduzido
ao longo de um curso evolutivo,
através de uma migração de inteligências,
e embora pareçamos estar dormindo,
há um despertar interno
que dirige o sonho,
e que irá eventualmente,
nos conduzir de volta
à verdade do que realmente somos.

Rumi

Escrito por Fabio Oliveira às 19h00
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Os Sete Responsáveis pela Decadência Social:

 


 Mahatma Ghandi


    
Riqueza sem trabalho;
    
Prazer sem escrúpulos;
    
Conhecimentos sem sabedoria;
    
Comércio sem moral;
    
Política sem idealismo;
    
Religião sem sacrifício;
    
Ciência sem humanismo.

Escrito por Fabio Oliveira às 10h20
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TRANSITORIEDADE

 foto : Cassio Carvalho

 

Playa Hermosa, Costa Rica


Certa vez, uma pequena onda do oceano percebeu que ela não era igual às outras ondas e disse:


"Como sofro! Sou pequena, e vejo tantas ondas maiores e poderosas do que eu! Sou na verdade desprezível e feia, sem força e inútil..."


Mas outra onda do oceano lhe disse:


"Tu sofres porque não percebes a transitoriedade das formas, e não enxergas tua natureza original. Anseias egoisticamente por aquilo que não és, e mergulhas em auto-piedade!"


"Mas, "replicou a pequena onda," se não sou realmente uma pequena onda, o que sou?"


"Ser onda é temporário e relativo. Não és onda, és água!"


"Água? E o que é água?"


"Usar palavras para descrevê-la não vai levar-te à compreensão. Contemples a transitoriedade à tua volta, tenhas coragem de reconhecer esta transitoriedade em ti mesma. Tua essência é água, e quando finalmente vivenciares isso, deixarás de sofrer com tua egóica insatisfação..."

Escrito por Fabio Oliveira às 10h19
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O homem verdadeiramente sério, neste mundo caótico, insano, brutal, inexpressivo, cabe não só a missão de transformar a estrutura externa, mas também os estados interiores, psicológicos, de nossa mente e nossa consciência. Nós não estamos separados do mundo; somos o mundo. As gerações passadas criaram este mundo louco e estúpido; e a geração mais jovem, se não toma cuidado, se não se mantém alertada e vigilante, seguirá as pegadas da geração mais velha e criará outra sociedade louca e insensata. Independe, pois, não só ao educador, mas também ao estudante, a tremenda obrigação de considerar a espécie de mundo em que deveremos viver - não um mundo utópico, um perfeito mundo tecnológico, mas um mundo de relações humanas tais, que nele possamos viver em paz uns com os outros. Este se me afigura um problema tremendo que se apresenta ao mundo na época atual.

 

Krishnamurti

Escrito por Fabio Oliveira às 10h17
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O ENCONTRO DOS OPOSTOS

 

Só Temos consciência do belo
quando conhecemos o feio.
Lao Tsé

 

tao

 

 

Todos no mundo reconhecem o belo como Belo

e, desta forma, sabem o que é Feio.    

Todos no mundo reconhecem o bem como o Bem

e desta forma, sabem o que é o Mal.

Assim o ser e o não ser geram-se mutuamente.

O longo e o curto se delimitam

O alto e o baixo se inclinam

O tom e o som se harmonizam

O antes e o depois seguem-se um ao outro.

Assim o sábio executa suas tarefas sem agir

e transmite ensinamento sem usar palavras.

Todas as coisas agem, e êle não lhes nega auxílio

Produz sem apropriar-se de coisa alguma

Realiza sua tarefa e não pede gratidão

e é justamente porque não se apega

que o mérito jamais o abandona

e suas obras meritórias subsistem.

 

Lao Tsé

Escrito por Fabio Oliveira às 10h17
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A FLOR DE LÓTUS

 

Símbolo do Kung-Fu To'a Flor de LótusDesde a antiguidade que, no oriente, o crescimento da flor de lótus fornece uma metáfora para o desenvolvimento do ser humano. O nascimento corresponde à deposição da semente na lama, uma planta completa em potência mas que ainda não se manifestou, permanecendo oculta pelo lodo e pela água turva. O mundo é equiparado ao lodo, um meio confuso e sujo, mas fértil, que fornece ao lótus os nutrientes de que este necessita para crescer. Então a semente, sentindo que há luz e sol, rebenta a casca, e a jovem planta em crescimento inicia a subida até à superfície. As etapas que o lótus percorre até atingir a superfície e a flor brotar - quebrar a casca, emergir do lodo, ultrapassar a vegetação rasteira, atravessar camadas de água sucessivamente mais luminosas e transparentes - são comparadas ao desenvolvimento espiritual por níveis do ser humano. Tradicionalmente, tal como no Kung-Fu To'a, esse desenvolvimento é dividido em sete fases progressivamente mais avançadas, em que a superação do ego aponta sempre o caminho para algo maior, a realização do Ser.

Mesmo quando floresce, o lótus permanece firmemente enraizado no lodo, o qual continua a ser o substrato que alimenta e de onde tudo brota. Ainda que, com a sua cor branca sem mácula, a flor à superfície pareça ser de uma natureza inteiramente distinta do que a rodeia, ela é na realidade uma irradiação do lodo que não existe por si só. Da mesma forma, o desenvolvimento espiritual do indivíduo não é algo que possa ocorrer no vácuo, é um processo que tem de ser alimentado pelas relações humanas. Em "Siddhartha", de Hermann Hesse, a iluminação do protagonista é descrita de uma forma profundamente comovente:

 

 "Já não conseguia distinguir as diferentes vozes - a voz alegre da chorosa, a infantil da adulta. Pertenciam todas umas às outras: o lamento dos que anseiam, o riso dos sensatos, o grito de indignação e o gemido dos moribundos. Estavam todas entrelaçadas e entrosadas, entretecidas de mil maneiras. (...) Todas juntas eram o fluir dos acontecimentos, a música da vida ".

 

Para além da flor de lótus e do sol, que representam o desejo de crescimento interior, no fundo do símbolo aparece, a vermelho e violeta, o símbolo do Yin-Yang. Este antigo símbolo representa uma concepção bipolar segundo a qual tudo no universo resulta de uma dinâmica entre dois princípios opostos, mas complementares: masculino/feminino, leve/pesado, quente/frio... Apesar de complementares, cada um deles contém em si a semente do outro, ou seja, um não existe sem o outro. No oriente, esta noção de equilíbrio dinâmico foi incorporada em múltiplos domínios do saber, da filosofia à medicina, ciências naturais e artes. No contexto do Kung-Fu ela fornece, por exemplo, terreno fértil para o desenvolvimento de abordagens técnicas que tentam preservar a harmonia em combate, aceitando mas sublimando os instintos básicos de dominação e agressividade que de outro modo se tornariam destrutivos para todos.

 

autor : desconhecido

 

Escrito por Fabio Oliveira às 10h16
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Você não pode mais pensar como cristãos, budistas, hindus e muçulmanos. Nós estamos enfrentando uma crise tremenda que os políticos nunca podem resolver porque eles são programados para pensar de um modo particular. Nem pode os cientistas entender ou resolver a crise; nem ainda o mundo dos negócios, o mundo do dinheiro. O ponto decisivo, a decisão perceptiva, o desafio, não está na política, na religião e nem no mundo científico. Está em nossa consciência.

 

Krishnamurti

Escrito por Fabio Oliveira às 10h16
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Artur da Távola

 

O cd  “Musiconauta” de Felipe Oliveira é de alta sensibilidade e ele tem um sopro belíssimo. Trata o sax alto como a mulher amada (Vide Dindi em www.felipeoliveira.mus.br). Formidável que ele também toque como no belíssimo Aluarte e no sacaníssimo e delicioso Sorrindo do Congresso. Não possui certas ilusões da juventude que encontra no virtuosismo a sua forma de aparecer e brilhar. Prefere a expressão ao brilho musical. Do ponto de vista harmônico, há inovações e há conservadorismos. Ambos excelentes. Via Láctea é linda. Dança das Nuvens também. Apenas para citar duas! Que bom!  Não são palavras de cortesia.  Deus abençoe o talento de Felipe Oliveira e lhe dê a ousadia necessária para grandes passos.
 
Fraternalmente,
Artur da Távola 
(Advogado,Jornalista,Radialista,Escritor,Professor e Senador da República).

Escrito por Fabio Oliveira às 10h14
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ENCONTRO DE GERAÇÕES

Guaramiranga / Ce

 

O experiente e consagrado músico brasileiro Hermeto Pascoal e a jovem "revelação" da música instrumental brasileira Felipe Oliveira.

Escrito por Fabio Oliveira às 10h14
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SAINT-LAURENT E A SIMPLICIDADE VOLUNTÁRIA

 

A aposentadoria do designer de moda francês Yves Saint-Laurent foi amplamente comentada na imprensa, que lamentou o fato como uma grande perda no cenário criativo mundial. Saint-Laurent é com certeza um grande artista, e como todo grande artista, antenado com as tendências sócio-culturais da comunidade humana; esta sensibilidade aguda talvez indique a existência de um fator subliminar na decisão do costureiro, mais sutil que a alegada decepção com os rumos da alta-costura francesa. A moda muda, e fascina; evoluindo de luxuoso objeto de consumo supérfluo para manifestação cultural ampla, a moda acompanha as profundas transformações que vem alterando o comportamento humano, brotando do inconsciente coletivo e se manifestando em ritmo cada vez mais rápido.


Este processo evolutivo torna-se possível através do progressivo despertar da consciência social. O que vemos manifestados parece pouco: a poluição ambiente é grave, as guerras localizadas persistem, a corrupção e as tendências criminosas, dia-a-dia enfatizadas pela mídia, parecem cada vez mais comuns; mas poucos, hoje em dia, desconhecem o pensar ecológico, a necessidade de preservação, a beleza da solidariedade e da compaixão, conceitos há pouquíssimo tempo totalmente desconhecidos. Intuitivamente, amigos, eu afirmo: a raça humana tem jeito, e nosso

futuro depende de cada um de nós.

 

 

REJEITANDO O CONSUMISMO 

 

Quem sabe o antenado Saint-Laurent percebeu o crescente absurdo do comércio de etiquetas? Uma sociedade consciente torna-se incapaz de manter os olhos fechados para os males do excesso; um vestido de alta costura pode, certamente, alimentar famílias, entre os funcionários envolvidos com a indústria da moda. No entanto, a imagem materializada de milhares de dólares usados para simplesmente cobrir (ou melhor, descobrir) um corpo vai cada vez mais se tornando um exemplo de público mau gosto, uma caricatura ridícula de posição social. O enfoque da mulher como objeto de consumo vem se intensificando e provoca protestos: é um comportamento em crise caminhando para a auto-extinção.


Quem desperta a consciência comportamento antigo, em franco processo de decadência ultrapassa o nível de tolerância máxima e é tragado pelo buraco negro do consumismo exagerado, para emergir do outro lado do vórtice - com uma sensação de vertigem e enjôo em busca de algo novo, diferente, capaz de revelar prazeres inesperados: está cada vez mais na moda optar pela simplicidade voluntária, uma atitude social consciente que rejeita os apelos agonizantes de um comportamento antigo, em franco processo de decadência.

 

Noga Lubicz

Escrito por Fabio Oliveira às 10h13
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O   BOM GOSTO DE SER SIMPLES

 

Quem já experimentou recomenda: ser simples é leve, livre e fácil. Ser simples é prático. Ser simples é cada vez mais chique. Para cada roupa nova que compramos, alguém próximo a nós ganha um belo presente saído de nosso closet: o armário fica arejado e todos acabam bem vestidos...


Consumir pouco tem inúmeras vantagens, veja algumas:


. é ecológico, diminui o lixo, preserva a natureza e não engorda;
. gastando menos, podemos ganhar menos;
. escolhendo ganhar menos, decidimos como, onde e quando trabalhar;
. trabalhando com prazer diminuímos o stress e o nível de exigências;
. o tempo recuperado da rotina diária é usado para cuidar da saúde, do lazer  e da família;

Um patrimônio enxuto é bem mais fácil de administrar; a insegurança diminui quando deixamos de ser alvo fácil para quem cobiça os bens que exibimos. Pratico a simplicidade voluntária há alguns anos e posso afirmar: minha qualidade de vida é outra. De empresária estressada passei a artista equilibrada e calma; sou dona do meu tempo, pratico exercícios, cuido bem do corpo e não dou atenção a modismos passageiros. Não dou contas a ninguém e meu comportamento não depende da opinião dos outros; faço o que quero, o que sinto ser certo e entendi, pela primeira vez na vida, o significado da palavra liberdade. É esta alegria de ser livre que prescrevo para Saint-Laurent como remédio infalível para a depressão, o alcoolismo e a frustração que o incomodam. É esta alegria de ser livre que desejo e recomendo a todos.


Experimente você mesmo: ser simples é moderno e gostoso. Ser simples é bom , bonito, e eu garanto: é acessível, saudável, e inteligente. E ainda por cima, sai muito mais barato!

 

Noga Lubicz

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 10h12
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AUTO DA FEIRA  (a lógica do consumismo)

Gil Vicente

Vender-vos-ei nesta feira
Mentiras vinte três mil,
Todas de nova maneira,
cada uma tão sutil,
que não vivais em canseira:
mentiras para senhores,
mentiras para senhoras,
mentiras para os amores,
mentiras, que a todas as horas
vos nasçam delas favores.
E como fomos avindos
Nos preços disto que digo,
Vender-vos-ei como amigo
Muitos enganos infindos,
Que aqui trago comigo.

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 10h11
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23/12/2005


 
Poema dos Dons

 

Graças quero dar ao divino labirinto dos efeitos e das causas

 pela diversidade das criaturas que formam este singular universo,

pela razão que não cessará de sonhar,

pelo amor, que nos deixa ver os outros,

pela linguagem, que pode simular a sabedoria,

pelo hábito, que nos repete e nos confirma como um espelho,

pela manhã, que nos depara a ilusão de um princípio,

pela noite, sua treva e sua astronomia,

pelo valor e a felicidade dos outros,

pelos íntimos dons que não enumero,

pela arte da amizade,

pelo fato de que o poema é inesgotável e se confunde

com a soma das criaturas e jamais chegará ao último verso

 e varia segundo os homens.

 

Jorge Luiz Borges   

Escrito por Fabio Oliveira às 16h42
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22/12/2005


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Escultura "Moisés" (1515), por Miguel Ângelo

 

Recolhe-te  dentro  de  ti  mesmo e  olha.   E se  ainda não te achares belo, age como faz o criador de uma estátua que a queira bela: ele corta aqui, alisa ali, torna esta linha mais leve, aquela outra mais pura, até que de sua obra brote um lindo rosto. Assim deves fazer também: corta tudo que é excessivo, acerta tudo que esteja torto, ilumina tudo que esteja sombrio, trabalha para transformar tudo em um único fulgor de beleza, e não pares nunca de cinzelar tua estátua, até que dela resplandeça sobre ti o esplendor divino da virtude, até vires a bondade perfeita firmemente entronizada no santuário imaculado.

 

Plotino, filósofo romano

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 21h34
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21/12/2005


CAMINHO DO RIO 
 
 
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas através dos povoados e vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque só então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Avance firme e torne-se Oceano ! 
 
autor : Paulo Freire

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 19h30
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19/12/2005


PARA REFLETIR

 

 

O primeiro dever do homem em sociedade é de ser útil aos membros dela; e cada um deve, segundo as suas forças físicas ou morais, administrar, em benefício da mesma, os conhecimentos, ou talentos, que a natureza, a arte ou a educação lhe prestou. O indivíduo, que abrange o bem geral duma sociedade, vem a ser o membro mais distinto dela; as luzes, que ele espalha, tiram das trevas, ou da ilusão, aqueles, que a ignorância precipitou no labirinto da apatia, da inépcia e do engano.

 

Hipólito José da Costa

 

Ao enxergar sob uma luz bem mais abrangente os padrões que condicionam a vida, é possível que não ficássemos tão dispostos a participar de ações que sempre resultaram em sofrimento... Com um entendimento assim, não haveria limites para a nossa visão do ser humano, nem limites para a liberdade humana.

 

Tarthang Tulku

 

A maioria das sombras desta vida é causada por nos colocarmos na frente da nossa própria luz.

 

Ralph Waldo Emerson

 

 


Escrito por Fabio Oliveira às 21h02
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O TREM DA VIDA

 

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Quando nascemos,  entramos  nesse trem  e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais. Infelizmente, isto não é verdade. Em alguma estação, eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis, mas isto não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem: nossos irmãos, amigos e amores inesquecíveis.

 

Muitas pessoas tomam o trem, apenas, a passeio. Outros encontrarão nessa viagem, somente, tristezas. Outros, ainda, circularão pelo trem, sempre prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outras tantas passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém sequer o percebe. Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos e somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade, o nosso vagão, a fim de chegarmos até eles ...só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele lugar.

 

E assim é a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... porém, jamais, retornos. Façamos, pois, essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, os que tiverem de melhor, lembrando sempre, que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isto, porque nós, também, fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

 

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos os nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu fico pensando se, quando descer desse trem, sentirei saudades... Acredito que sim. Separar-me de alguns amigos que fiz nessa viagem, será, no mínimo, dolorido, como deixar meus filhos, fazendo a viagem sozinho. Isto, com certeza, será muito triste, mas, me agarro a esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar feliz será verificar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

 

Amigo, façamos com que a nossa estada, nesse trem da vida, seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso vazio deixe saudades e boas recordações para todos aqueles que prosseguirem a viagem...

autor : desconhecido

 

Escrito por Fabio Oliveira às 20h22
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17/12/2005


O CASTELO DA MENTE DECORADO PARA E ENTRADA DO BUDA

 

(Sutra Avatamsaka)

 

Havia certa feita, um menino de nome Sudhana, que também desejou a iluminação e procurou seriamente o caminho da budicidade.

 

De um pescador aprendeu as tradições do mar. De um médico aprendeu a ter compaixão dos doentes em seus sofrimentos. De um homem rico aprendeu que a poupança é o segredo de toda a fortuna; e com isso concluiu que é necessário conservar tudo aquilo que se obtém no caminho da iluminação, por mais insignificante que seja. De um monge que medita aprendeu que a mente pura e tranqüila tem o maravilhoso poder de purificar e tranqüilizar outras mentes.

 

Certa vez, encontrou uma mulher de extraordinária personalidade e ficou impressionado com sua benevolência, dela aprendendo que a caridade é o fruto da sabedoria. Certa ocasião, encontrou um velho viajante que lhe contou que, para chegar a um certo lugar, teve de escalar uma montanha de espadas e atravessar um vale de fogo.

 

Assim, com suas experiências, Sudhana aprendeu que sempre há um verdadeiro ensinamento a ser colhido e assimilado em tudo aquilo que é visto e ouvido.

 

Ele aprendeu paciência de uma pobre mulher, fisicamente imperfeita; aprendeu a pura felicidade, observando as crianças brincarem na rua; e de um gentil e humilde homem, que nunca desejou aquilo que os outros desejavam, aprendeu o segredo de viver em paz com todo o mundo.

 

 

 

Categoria: artigo
Escrito por Fabio Oliveira às 08h04
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15/12/2005


 


 

As eras e os homens passam;


As polêmicas e seus turbilhões emocionais, também passam;


O que permanece é o Amor e a Consciência.

 

 

Fábio Oliveira

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 19h47
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Ser  Luz,   pois  somente ela  pode  atravessar  uma  atmosfera  poluída e  sair  límpida do outro lado e por mais
fraca que seja tem a capacidade de extinguir a escuridão.
 
Charles Chaplin

Templo de Philae à noite

Templo de Philae - Egito Antigo

Escrito por Fabio Oliveira às 13h12
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12/12/2005


PARA REFLETIR


Trevi  Fonte - Roma, itália

 

 

É PRECISO CANTAR ... E POR LUZ DENTRO DE NÓS, quando tudo em torno escurece. Pois, se a Natureza e o Homem sofrem juntos, o mundo deixará de ter flores, os rios não cantam, a alma se apaga.

(Jorge Medauar)

 

Tudo responde ao chamado da alegria; tudo se reúne onde a vida é um canto.

(Christian D. Larson)

 

Para ser grande, sê inteiro :

nada teu exegera ou exclui.

Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és no mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda brilha porque alta vive.

(Fernando Pessoa)

 

É preciso que a obscuridade à volta da tela seja completa para que o pintor trabalhe hipnotizado e pinte quase em estado de transe. Ele deve permanecer o mais próximo possível do seu mundo interior, se quiser transcender os limites que a razão procura continuamente lhe impor.

(Picasso)

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 19h44
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11/12/2005


O QUE VOCÊ TEM PRA DIVIDIR?

Autor Desconhecido



Se uma canção, cante-a

Uma oferta? Traga-a

Uma necessidade? Conte-a

Um elogio? Faça-o

Uma oração? Reze-a

Uma palavra? Diga-a

Uma mensagem? Comunique-a

Uma lição? Ensine-a

Um desejo? Exprima-o

Um hábito negativo? Deixe-o

Uma dúvida? Esclareça-a

Um fardo? Carregue-o

Uma benção? Compartilhe-a

O amor é tudo isso e muito mais...

"AME E SEJA FELIZ"

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 09h14
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Quem é Ken Wilber ?

Kenneth Earl Wilber Jr. nasceu em Oklahoma City, EUA, em 31 de janeiro de 1949. Filósofo, cientista, pensador e místico ou, como ele próprio se autodefine, um contador de histórias que tratam de perguntas universais. Atualmente, vive em Denver, Colorado.

Sua obra concentra-se basicamente na integração de todas as áreas do conhecimento (ciência, filosofia, arte, ética e espiritualidade). A preocupação em unir ciência e religião apóia-se em sua própria experiência e na de diversos místicos de todas as grandes tradições de sabedoria, tanto ocidentais quanto orientais.


Embora seja considerado um dos fundadores do movimento da “Psicologia Transpessoal”, ele se desligou do mesmo em 1983, criando o campo dos “Estudos Integrais”, do qual faz parte a “Psicologia Integral”.

 

Ken Wilber viveu em diversas cidades ao longo de sua vida escolar, pois seu pai pertencia à Força Aérea Americana. Completou o segundo grau em Lincoln, Nebraska e começou a estudar medicina na Duke University. Durante seu primeiro ano de faculdade, perdeu o interesse em seguir a carreira médica e começou a estudar psicologia e filosofia ocidentais e orientais, além de dedicar-se à prática espiritual, desde então atividade essencial em sua vida e sua obra. Ele retornou a Nebraska para estudar bioquímica mas, após alguns anos, abandonou o mundo acadêmico (com um mestrado em bioquímica) para dedicar todo o seu tempo a escrever.

 

Com 21 livros e dezenas de artigos sobre espiritualidade, filosofia e ciência lançados em mais de 30 idiomas, Wilber é atualmente o autor acadêmico mais traduzido nos Estados Unidos. Pela natureza básica e pioneira de seus insights, ele foi chamado de o "Einstein da consciência".

 

Em 1998 fundou o Integral Institute, organização dedicada ao detalhamento, difusão e implantação do “Modelo Integral”, por ele desenvolvido ao longo das últimas três décadas e que é aplicável a variadas áreas de atividades como: Psicologia, Política, Ecologia,do qual faz parte a “Psicologia Integral”. Depois de Freud e Carl Jung, Ken Wilber é considerado o grande precursor dos estudos da consciência, nos dias atuais. 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 08h55
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Então Quem É Você?

 

Ken Wilber

 

O testemunhar da consciência pode continuar através da vigília, do sonho e do sono profundo. A Testemunha está completamente disponível em qualquer estado, incluindo o seu próprio estado presente de consciência agora mesmo. Assim eu vou induzi-lo a este estado, ou tentar, usando o que é conhecido no Budismo como "pointing out instructions". Eu não vou tentar fazê-lo entrar em um estado diferente de consciência, ou um estado alterado de consciência, ou um estado não-ordinário. Eu vou simplesmente mostrar algo que já está acontecendo em seu próprio presente, ordinário, estado natural.

 

Então vamos começar apenas ficando atentos ao mundo ao nosso redor. Olhe o céu lá fora, e simplesmente relaxe sua mente; deixe sua mente e o céu se misturarem. Note as nuvens que flutuam. Note que isto não necessita nenhum esforço da sua parte. Sua consciência presente, na qual estas nuvens estão flutuando, é muito simples, muito fácil, sem esforço, espontânea. Você simplesmente percebe que há uma consciência sem esforço das nuvens. O mesmo é verdade com essas árvores, esses pássaros, e essas pedras. Você simplesmente os testemunha, sem esforço.

 

Olhe agora as sensações em seu próprio corpo. Você pode estar completamente atento a qualquer sensação corporal presente — talvez pressão onde você está sentado, talvez calor em sua barriga, talvez tensão em seu pescoço. Mas até mesmo se estas sensações são fortes e rígidas, você pode estar facilmente atento delas. Estas sensações surgem em sua consciência presente, e essa consciência é muito simples, fácil, sem esforço, espontânea. Você simplesmente os testemunha, sem esforço. Olhe para os pensamentos que surgem em sua mente. Você pode notar várias imagens, símbolos, conceitos, desejos, esperanças e medos, tudo isso surgindo espontaneamente em sua consciência. Eles surgem, ficam um pouco, e passam. Estes pensamentos e sentimentos surgem em sua consciência presente, e essa consciência é muito simples, sem esforço, espontânea. Você simplesmente os testemunha, sem esforço.

 

Assim, perceba: você pode ver as nuvens passarem porque você não é essas nuvens — você é a testemunha dessas nuvens. Você pode vivenciar as sensações porque você não é essas sensações — você é a testemunha dessas sensações. Você pode ver os pensamentos flutuarem porque você não é esses pensamentos — você é a testemunha desses pensamentos. Espontaneamente e naturalmente, todas essas coisas surgem, por elas mesmas, em sua presente, não-forçada, consciência.

 

Então quem é você? Você não é os objetos lá fora, você não é os sentimentos, você não é os pensamentos — você está facilmente atento a tudo isso, portanto você não é isso. Quem ou o que é você? Diga deste modo a você: Eu tenho sentimentos, mas eu não sou esses sentimentos. Quem sou eu? Eu tenho pensamentos, mas eu não sou esses pensamentos. Quem sou eu? Eu tenho desejos, mas eu não sou esses desejos. Quem sou eu? Assim você se empurra na direção da fonte de sua própria consciência. Você se volta para a Testemunha, e você descansa na Testemunha. Eu não sou objetos, não sou sentimentos, não sou desejos, não sou pensamentos.

 

Entretanto, as pessoas normalmente cometem um grande engano. Elas pensam que se elas descansarem na Testemunha, elas vão ver algo ou sentir algo — algo realmente maravilhoso e especial. Mas você não verá nada. Se você vir algo, isso é apenas outro objeto — outro sentimento, outro pensamento, outra sensação, outra imagem. Mas esses são todos objetos; eles são o que você não é. Não, enquanto você descansa na Testemunha — percebendo, eu não sou objetos, eu não sou sentimentos, eu não sou pensamentos — tudo o que você notará será uma sensação de liberdade, uma sensação de libertação, uma sensação de liberação — liberação da terrível constrição de se identificar com estes fracos e pequenos objetos finitos, seu pequeno corpo, pequena mente e pequeno ego, tudo isso são objetos que podem ser vistos e assim não são o verdadeiro Vidente, o verdadeiro Eu, a pura Testemunha, que é o que você realmente é.

 

Desse modo você não verá nada em particular. Tudo o que está surgindo está bem. Nuvens flutuam no céu, sentimentos flutuam pelo corpo, pensamentos flutuam pela mente — e você pode testemunhar todos eles sem esforço. Eles todos surgem espontaneamente em sua própria consciência (presente, fácil, sem esforço). E esta consciência que testemunha não é qualquer coisa específica que você pode ver. É somente uma vasta sensação de liberdade — ou pura vacuidade — e naquela pura vacuidade, que é você, surge o mundo manifesto inteiro. Você é essa liberdade, abertura, vacuidade — e não todas as pequeninas coisas que nela surgem. Descansando nesse testemunhar vazio, livre, fácil e sem esforço, perceba que as nuvens estão surgindo no espaço vasto de sua consciência. As nuvens estão surgindo dentro você — tanto que você pode provar as nuvens, você é um com as nuvens. É como se elas estivessem neste lado de sua pele, elas são tão íntimas. O céu e sua própria consciência se tornaram um, e todas as coisas no céu estão flutuando sem esforço por sua própria consciência. Você pode beijar o sol, engolir a montanha, eles são suficientemente próximos. O Zen diz "Engula o Oceano Pacífico em um único gole", e isso é a coisa mais fácil do mundo, quando dentro e fora não mais são dois, quando sujeito e objeto são não-duais, quando o observador e o observado são "One Taste". Você percebe?

Escrito por Fabio Oliveira às 08h44
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09/12/2005


O MITO DA CAVERNA

 
    Platão

 

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.

Extraído do livro "Convite à Filosofia" de Marilena Chaui.

 

Categoria: artigo
Escrito por Fabio Oliveira às 21h39
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VERDADE E REALIDADE

autora : Isabel Cristina Albuquerque

 

 

Durante toda nossa vida nos deparamos com conceitos, juízos de valores, comportamentos aos quais somos apresentados desde a mais tenra idade.

 

Alguns destes conceitos são absorvidos nos processos de aprendizado, de identificação do mundo que nos rodeia, de identificação com as pessoas do grupo social ao qual pertencemos ou desejamos pertencer, e por fim, de identificação da nossa própria individualidade. Ao chegar à fase adulta, final da juventude, cremos ter encontrado a nossa verdade, um reflexo da realidade externa na qual nos movemos.

 

O tempo - infalível em sua tarefa de desafiar a mente humana - nos coloca frente a frente com novas possibilidades da realidade, e os movimentos do mundo, os fatos, a transição das idéias, nos propõem novo questionamento, uma pergunta se nos apresenta repetidas vezes, até que nos decidimos por refletir sobre o tema: O que isto tudo significa? Isto me serve? É valido para mim?

 

Ao mesmo tempo que muitos se questionam, outros tantos se acomodam, imaginando ter encontrado uma forma imutável, generalizada e padrão de vida. Nada, então, resta a fazer. E os que questionam, por que o fazem? Por que pessoas que vivem dentro de um mesmo contexto têm respostas diferentes diante da mesma realidade?.

 

A existência humana pode ser entendida como uma constante transição do indivíduo entre os diversos sistemas de significados que ele conhece ou aos quais é apresentado ao longo da vida. Em alguns demora-se mais, em outros menos. Uma provável conseqüência destes movimentos é a consciência das diversas possibilidades de realidade existentes.

 

A experiência adquirida nas diversas situações vividas pode abalar o conceito de verdade aceito no início da fase adulta. Este é um momento tenso, onde tanto podem ocorrer tanto a congruência de significados entre a vida interior e a vida exterior quanto um rompimento surpreendente com a realidade aceita até então.

 

Em uma experiência alguns sistemas representados pela moda, o comportamento social, a linguagem, as manifestações culturais de determinado estilo, podem prevalecer sobre outros. O status quo do momento é o daquele sistema de significado mais evidente e aceito pelo grupo social dominante. Noutro momento, as questões materiais, de sucesso empresarial, de destaque social, preenchem as aspirações do indivíduo que busca as mais diversas bases apontadas pela classe dominante neste sistema, para justificá-las. Em outro instante, a rebeldia aos padrões estabelecidos, às restrições de diversos tipos, o desencontro de sua própria individualidade, até mesmo uma desconfiança diante da realidade, leva a criatura a buscar estados alterados de consciência em experiências alternativas, na sua tentativa de encontrar um significado mais consolidado para si mesma:

 

E o que representa isto tudo?

 

Em o Mito da Caverna, Platão propõe uma narrativa onde algumas pessoas que viviam em uma caverna, amarradas umas às outras, de forma que só pudessem olhar para a parede do fundo da gruta, reconhecem como únicos símbolos válidos apenas aqueles que eram resultados das sombras de outros símbolos existentes fora daquele lugar.

 

Quando em determinado momento, um deles se liberta das amarras e lança-se para fora da caverna, uma nova realidade se apresenta. Após conhecer esta nova proposta, este indivíduo retorna para relatá-la aos demais.

 

Os que permaneceram na antiga situação, não aceitaram a nova realidade apresentada por aquele que ousou, por julgarem já conhecerem muito bem a realidade à qual estavam ligados, ela era a sua verdade. Então, para que mudar? A verdade que eles detinham estava sendo duramente questionada.

 

Neste mundo onde a mudança é uma certeza, imperioso que se vislumbre novos horizontes, além de questionar todos aqueles com os quais temos convivido ultimamente.

 

Em cada época da Humanidade desenvolvemos uma visão de verdade a partir do que reconhecemos como realidade aceita pelo grupo no qual nos inserimos. Entretanto, esta realidade é coberta por uma carga ideológica que nos cabe identificar, a fim de que possamos erguer o "véu de Ísis" e reconhecer a nossa verdade individual.

 

Em qualquer caso, identificar a própria verdade pressupõe o conhecimento de si mesmo, de seus processos e valores, o que nos leva a um movimento de constante transformação. Esta dinâmica, por si só, relativiza a verdade, permitindo-nos uma liberdade consciente em busca do que nos parece mais adequado em determinado momento e não somente uma aceitação passiva da realidade.

 

E você, já saiu da Caverna?

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 21h11
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A DIFERENÇA ENTRE OS PAÍSES POBRES E OS PAÍSES RICOS ...

 

A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que tem mais de 2000 anos e são pobres.

Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos. A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis.

O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados.

Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate do mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o tranformou na caixa forte do mundo.

Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa.

A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos. Qual é então a diferença? A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura.

Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:

 

A ética, como princípio básico.

A integridade.

A responsabilidade.

O respeito às leis e regulamentos.

O respeito pelo direito dos demais cidadãos.

O amor ao trabalho.

O esforço pela poupança e pelo investimento.

O desejo de superação.

A pontualidade.

 

Nos países pobres apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária. Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco. Somos pobres porque nos falta atitude. Nos falta vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.

 

autor : desconhecido

Escrito por Fabio Oliveira às 20h45
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07/12/2005


    SER SEM SER

Somos o mais tolo que existe. Acontece-nos com frequência sermos vítimas da nossa falta de ligação à realidade. A televisão, os filmes, os computadores... levaram-nos até muito longe daquilo que é real. Talvez nos falte aquele contacto diário com o campo, com os ritmos naturais, com os tempos de uma plantação de batatas.

Na nossa vida - em tantas circunstâncias diferentes - sucede com demasiada frequência que achamos ter direito aos frutos sem que tenha havido antes a árvore, sem que tenha havido antes a semente no mar da terra. Não sabemos esperar; não descobrimos a relação entre o tempo e os frutos do tempo, entre o esforço e os frutos do esforço. A causalidade é uma coisa desconhecida para nós.

A preguiça faz-nos imaginar que existem, além do mundo das máquinas, outros âmbitos em que basta carregar num botão para fazer surgir resultados.

E tanto nos convencemos de tudo isto que em muitos aspectos andamos inchados por fora e vazios por dentro. Andamos pintados, disfarçados... Porque quisemos ser sem ser. Ser porque sim, por decreto... Ser sem nos termos construído, sem a paciência, sem o esforço, sem a espera.

Não é possível fazer noitadas frequentes e ser-se um bom atleta; não é possível ser-se honesto sem antes disso ter dito muitas verdades daquelas difíceis; não é possível eliminar a droga sem antes disso ter edificado a família; não é possível acabar com a pedofilia permitindo a pornografia; não tem qualquer sentido armar-se em defensor dos direitos humanos e permitir o aborto.

Semente, árvore, fruto. Tempo. E, durante o tempo, esforço, dor, teimosia da boa, desânimo e de novo esperança.

Semente, árvore, fruto. De baixo para cima, do pequeno para o grande, do que não se vê para aquilo que é visível. O resto é mentira.

Mentira é a amizade feita à base de palmadinhas nas costas e da conjugação de interesses muitas vezes pouco nobres. Ou à base de noites bem bebidas em discotecas. Mentiras são os livros de belas capas, promovidos por poderosas campanhas publicitárias, e que por dentro têm... lixo. E, tantas vezes, não passam de mentiras as gravatas e os automóveis, as modas e as roupas de marca...

Quando não estamos dispostos ao esforço necessário para nos tornarmos fortes, belos, sérios, credíveis, podemos chegar a parecê-lo. Mas isso de pouco nos adianta, porque a mentira é estéril, e tudo o que com ela se consegue é fugaz, é ar e vento. E dói por dentro com dor verdadeira.

É pena que nem todos tenhamos passado pela experiência de trabalhar na construção de uma casa. Que nos tenhamos limitado a habitar casas feitas. Teriam sentido para nós palavras como "alicerce" ou "fundamento". Saberíamos que um edifício cresce tijolo a tijolo; que a sua força reside no que não se vê; que não se começa a fazê-lo pelo telhado ou pelos acabamentos.

Aquilo que é bom necessita de tempo e de esforço e da repetição de gestos pequenos, muitas vezes dolorosos.

 

Paulo Geraldo

Categoria: artigo
Escrito por Fabio Oliveira às 19h56
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06/12/2005


1946 - Hermann Hesse

Premio Nobel

O escritor em 1926 
 ENVELHECER 

 

Quanto mais envelhecia, 
quanto mais insípidas me pareciam 
as pequenas satisfações que a vida me dava, 
tanto mais claramente compreendia 
onde eu deveria procurar a fonte 
das alegrias da vida.

Aprendi que ser amado não é nada, 
enquanto amar é tudo. 

O dinheiro não era nada, 
o poder não era nada. 

Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, 
e mesmo assim era infeliz. 

A beleza não era nada. 
Vi homens e mulheres belos, 
infelizes, apesar de sua beleza. 

Também a saúde não contava tanto assim. 
Cada um tem a saúde que sente. 

Havia doentes cheios de vontade de viver 
e havia sadios que definhavam angustiados 
pelo medo de sofrer. 

A felicidade é amor, só isto. 

Feliz é quem sabe amar. 
Feliz é quem pode amar muito. 
Mas amar e desejar não é a mesma coisa. 
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria. 
O amor não quer possuir. 
O amor quer somente amar.

 

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 21h19
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Hermann Hesse admira o lago de Lugano e arredores (foto: herdeiros de Hesse, Zurich)
Hermann Hesse admira o lago de Lugano e arredores (foto: herdeiros de Hesse, Zurich)

 

 

  • O que restou senão a tristeza, suplício que nos impomos e o medo? Não ficaram só as dificuldades e os males no mundo derrotado, assim que se venceu o tempo, assim que ele foi dispersado?

 

  • Só a ternura educa a fera que vive em nossa carne.

 

  • Bem lá no fundo você sabe que só existe uma única mágica, um único poder, uma única salvação... e que ela se chama amor.

 

  • Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Por que isso me era tão difícil?

 

  • Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido.

 

  • O homem culto é apenas mais culto; nem sempre é mais inteligente que o homem simples.

 

  • Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo.

 

  • Quem é pequeno vê no maior apenas o que um pequeno é capaz de perceber.

 

  • Um ser humano só cumpre o seu dever quando tenta aperfeiçoar os dotes que a natureza lhe deu.

 

 

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 21h12
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02/12/2005


 


 

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se: Se escolher o mundo, ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo!"

 

Albert Einstein 


 

 

Sabedoria

Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas questões. Desejando ter respostas para elas, resolveu estabelecer um concurso do qual todas as pessoas do reino poderiam participar.

O prêmio seria uma enorme quantia em ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza.

Seria premiado com tudo isto quem conseguisse responder a três questões: qual é o lugar mais importante do mundo? Qual é a tarefa mais importante do mundo? Quem é o homem mais importante do mundo?

Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder as três perguntas.

Para desconsolo do rei, nenhum deles deu uma resposta que o satisfizesse.

Em todo o território um único homem não se apresentou para tentar responder os questionamentos. Era alguém considerado sábio, mas a quem não importavam as fortunas nem as honrarias da terra.

O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar responder suas indagações. E o velho sábio respondeu a todas:

- O lugar mais importante do mundo é aquele onde você está. O lugar onde você mora, vive, cresce, trabalha e atua é o mais importante do mundo. É ali que você deve ser útil, prestativo e amigo, porque este é o seu lugar.

- A tarefa mais importante do mundo não é aquela que você desejaria executar, mas aquela que você deve fazer.

- Por isso, pode ser que o seu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é aquele que lhe permite o próprio sustento e da sua família. É aquele que lhe permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de você. É aquele que lhe permite exercitar a paciência, a compreensão, a fraternidade.

- Se você não tem o que ama, importante que ame o que tem. A mínima tarefa é importante. Se você falhar, se se omitir, ninguém a executará em seu lugar, exatamente da forma e da maneira que você o faria.

E, finalmente, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é ele que lhe possibilita a mais bela das virtudes: a caridade.

- A caridade é uma escada de luz. E o auxílio fraternal é oportunidade iluminativa. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar.

O rei, ouvindo as respostas tão ponderadas e bem fundamentadas, aplaudiu, agradecido.

Para sua própria felicidade, descobrira um sentido para a sua vida, uma razão de ser para os seus últimos anos sobre a Terra.

...       ...       ...       ...                                       

Muitas vezes pensamos em como seria bom se tivéssemos nascido em um país com menos inflação, com menos miséria, sem taxas tão altas de desemprego, gozando de melhores oportunidades.

Outras vezes nos queixamos do trabalho que executamos todos os dias, das tarefas que temos, por acha-las muito ínfimas, sem importância.

Desejamos que determinadas pessoas, importantes, de evidência social ou financeira pudessem estar ao nosso lado para nos abrir caminhos.

Contudo, tenhamos certeza: estamos no lugar certo, na época correta, com as melhores oportunidades, com as pessoas que necessitamos para nosso crescimento interior.

 

 

Categoria: artigo
Escrito por Fabio Oliveira às 19h58
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LINDA MÚSICA DE CHARLES CHAPLIN

 

SMILE

 

 

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Escrito por Fabio Oliveira às 19h19
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ESPELHO

 

Olho diante do espelho e nada vejo,
Lutei, chorei e sobrevivi,
Para chegar a lugar algum.

Acreditei que poderia mover montanhas,
Superar o impossível e ser meu próprio herói.
Mas nesta vida que a tudo contamina,
Nem mesmo a mais pura das almas sobreviveria.

Aquela criança que salvaria o mundo, sucumbiu à realidade.
Gritando com a alma sem que ninguém ouvisse,
Talvez porque o mundo seja surdo, ou talvez eu.

Tantas vezes quis fugir sem saber para onde,
Mas acabei por me iludir acreditando que tudo poderia mudar.

Caído diante deste espelho sem reflexo,
Aguardo o descanso do qual tanto medo tenho.
Quem sabe por acreditar que tudo possa recomeçar,
E como criança, eu mais uma vez possa sonhar.

 

autor : Alberto Leal

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 18h40
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