autocultura - fábio oliveira


30/01/2006


                        REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA

 

 

 

É nítido o desenvolvimento de certa inquietação entre as pessoas diante da velocidade e pressão do mundo moderno. Frente a tanta competitividade, muitas vezes perdemos o contato com pontos importantes da vida: família, lazer, paz, realização. E, enquanto ainda não encontramos a saída para nossos problemas, somos movidos a perguntar: o que então nos espera para o futuro?

 

Antes de mais nada, é necessário saber que hoje vivemos a chamada revolução da informação. Estamos na era da Internet, do correio eletrônico, telefone celular, interatividade. Com o desenvolvimento da tecnologia, encurtamos distâncias e agilizamos consultas, nos comunicando em fração de segundos, realizando os mais variados negócios, democratizando a informação.

 

E esta é de fato a glória do século XX. A tecnologia da informação finalmente nos fornece ferramentas para vislumbrar um ambiente mais democrático, onde liberdade de expressão e livre comunicação sejam práticas comuns e cotidianas. Demos um salto gigantesco rumo à construção de uma nova sociedade, onde controle e censura cedam lugar à cidadania e participação do indivíduo.

 

Mas apenas tecnologia não basta. É claro que a democracia necessita de ferramentas concretas para a circulação da informação e conseqüente liberdade de expressão, mas qualidade de conteúdo também é vital. Não adianta apenas a existência de uma cultura tecnológica globalizada. É necessária uma visão baseada em valores, consciência e integridade, uma cultura ética e, verdadeiramente, globocêntrica. Nas palavras de Ken Wilber: "(...) o ser humano é inicialmente biocêntrico e egocêntrico, perdido em seus próprios impulsos e incapaz de colocar-se no lugar do outro. Quando o egocêntrico dá passagem ao sociocêntrico, o ser humano passa a tratar os outros de seu grupo com a mesma cortesia que ele dá a si mesmo. E finalmente com a moralidade globocêntrica, o ser humano aventura-se a tratar todos os seres humanos com a mesma dignidade ou no mínimo com oportunidades iguais."

 

Contudo, esta ainda não parece uma perspectiva dos tempos atuais. Paralelamente ao intenso desenvolvimento tecnológico, ainda somos extremamente pobres em nossa vida sentimental. Ultimamente, apesar de prodigiosa inteligência, só conseguimos nos distanciar uns dos outros. Vírus e "hackers" são preocupações entre os internautas. Violência, fome, catástrofes e corrupção são as manchetes dos jornais. Brigas, desentendimentos e separações são nossos assuntos mais comuns. Poder, prazer e status é o que as propagandas e modismos nos oferecem em troca do nosso dinheiro. Pressa, crise e ansiedade são as marcas do cotidiano, onde "realidade virtual" e "internetholic" são apenas alguns dos novos termos de uma sociedade repetidamente falsa e manipuladora.

 

Como disse Peter Russell, parece que ainda estamos meio despertos para nossos potenciais, quem sabe ainda perplexos diante da sedução do poder tecnológico, capaz de manipular um mundo sedento por ser explorado. Mas não devemos interpretar a tecnologia de forma negativa. Muito pelo contrário, ela é mais do que natural, define o caráter evolutivo e complexo da humanidade, que não pode e nunca será detido.

 

Mas devemos conduzir este processo com cuidado e atenção. Já dizia Herman Melville, escritor americano: "facas nos servem ou nos cortam, conforme as pegamos pelo cabo ou pela lâmina". Não adianta apenas se adaptar à mudança. É preciso agregar valor, profundidade e consciência àquilo que desejamos mudar.

 

Afinal, para quem anseia obter respostas para suas próprias questões, não é somente aos outros que devemos perguntar. Devemos na verdade ser exploradores de um novo mundo, protagonistas de uma nova era que surge não apenas ligada ao conhecimento e tecnologia mas, fundamentalmente, cravada em uma postura de vida consciente. É preciso finalmente caminhar rumo a uma realidade mais justa e coerente, baseada não apenas na inteligência objetiva, mas em sabedoria, valores e auto-percepção – na revolução da consciência.

 

Moacyr Castellani

Escrito por Fabio Oliveira às 21h06
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29/01/2006


 

Hoje, o homem tornou-se tão materialista que ele teme qualquer experiência, exceto a dos sentidos. Ele acredita que somente aquilo que ele pode experimentar por meio dos sentidos é uma experiência verdadeira, e que aquilo que não é experimentado por meio dos sentidos é alguma coisa desequilibrada, alguma coisa que deve ser temida; isso significa penetrar em águas profundas, algo anormal, pelo menos um caminho inexplorado. Com muita freqüência o homem teme cair num transe, ou ter um sentimento que é incomum, e pensa que aqueles que vivenciaram tais coisas são fanáticos que perderam a razão. Mas não é assim. O pensamento pertence à mente, o sentimento, ao coração. Por que alguém deveria acreditar que o pensamento está certo e o sentimento, errado?

 

...São raras no mundo as almas que sabem o que é a felicidade; as pessoas ficam constantemente desapontadas com uma coisa depois de outra. Mas é essa a natureza da vida no mundo; ela é tão ilusória que, se o homem tivesse desapontado mil vezes, ele ainda assim tomaria o mesmo caminho, pois não conhece outro.

 

Hasrat Inayat Khan

 

Quando os homens se encontram submersos em massa de seres humanos impessoais, empurrados de lá para cá por forças automáticas, perdem sua verdadeira humanidade, sua integridade, sua capacidade de amar, sua possibilidade de autodeterminação. Quando a sociedade se compõe de homens que desconhecem a solitude interior, não pode mais manter-se unida pelo amor; conseqüentemente é mantida pela violência e uma autoridade abusiva. Mas, quando os homens se vêem violentamente privados da solidão e da liberdade a que têm direito, a sociedade em que vivem apodrece, ulcerada pelo servilismo, o rancor e o ódio.

 

Thomas Merton

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 09h30
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A sociedade ensina a você: "escolha o conveniente, o confortável; escolha o caminho mais trilhado, onde caminharam seus antepassados desde Adão e Eva. Escolha o caminho mais trilhado. Esta é uma prova - milhões e milhões de pessoas passaram por ele, você não pode estar errado". Mas lembre-se de uma coisa: a multidão jamais teve a experiência da verdade. A verdade somente acontece a indivíduos.

 

Osho

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 08h16
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27/01/2006


Jeff Drewitz Photography 

 

A PAZ ESSENCIAL

Tam Hao Van

 

Embora seja fundamental, a paz precisa de elementos para existir e se manter. Não falo da paz externa, a paz do descanso e da tranqüilidade diária; falo da paz essencial, sem a qual nossas vidas jamais serão plenas, e sem a qual a paz externa, como dolorosamente percebemos todos os dias, será sempre um sonho aparentemente inalcançável. 

No âmago dos ensinamentos de Buda, no coração fundamental de tudo o que ele procurou demonstrar, encontramos os dois elementos sobre os quais a Felicidade se sustenta: a Liberdade e a Paz Interior. Buda fala do despertar, nos aponta para o caminho que nos conduzirá para a redescoberta de nós mesmos; ao longo deste caminho, não sem esforço e profunda concentração, estaremos nos despojando de medos e ódios, apegos e insatisfações, estaremos enfim nos libertando de nós mesmos. Esta espécie de morte e renascimento às vezes nos parece assustadora, ou então tolamente romântica, mas não é. Esta transformação é o que há de mais valioso nas experiências humanas, aquilo que faz de um simples ser humano esquecido de si mesmo um Buda desperto para o valor essencial de todas as coisas.

A Paz essencial pode e deve ser praticada. E para a praticarmos, devemos estar prontos para nos libertar de nós mesmos, deixando assim nossos espíritos abertos para a realidade das coisas. Para que esta paz seja criada, precisamos igualmente saber praticá-la em nossas mentes e atitudes, cultivando assim a semente da compaixão, tolerância e indiferenciação. Paz, portanto, não deve ser encarada como um ato político, social ou emocional; ela deve ser percebida com um ato vital, pleno, que se sustenta com a percepção clara do quanto às atitudes internas de impaciência, egoísmo e indiferença nos levam invariavelmente para atos cruéis e violentos, sejam eles políticos,
sociais ou emocionais. Se em nossas próprias vidas particulares, quando tomamos alguma atitude de intolerância, frieza ou agressividade — às vezes consideradas tão banais e corriqueiras — contra nossos pais, irmãos ou irmãs, maridos ou esposas, filhos ou filhas, ou contra amigos e pessoas que trabalham conosco ou para nós e até mesmo contra as outras criaturas que nos cercam, muitas vezes imaginamos que essas atitudes não têm nada a ver com as guerras, crimes, assassinatos e crueldades do mundo, isso com certeza será um terrível engano; pois justamente nos atos mais comuns a origem do sofrimento de todos os seres está arraigada. Tudo está interligado, e todo ato inconsciente e ignorante criará uma conseqüência em outro lugar; todas as coisas são interdependentes, todas as mentes e corações vivem sob a força da interconexão do cosmos. Isso não é apenas retórica poética, é na verdade um fato universal, um Dharma, uma grande sabedoria.Como Buda afirmou, sempre existe uma saída, sempre há um caminho. A confiança na Paz como algo possível é a base sobre a qual a Paz Essencial irá nascer. Não imagino soluções coletivas para o surgimento da Felicidade dos seres, mas confio plenamente na solução individual para que essa felicidade real surja nos corações de todos, para que saibamos cada vez mais olhar as coisas
com olhos de igualdade, com o espírito de liberdade.

Para nos livrarmos de nossas frustrações, neuroses (mesmo as mais terrivelmente profundas), medos e ódios, faz-se necessário encontrarmos a liberdade de nós mesmos. Assim, convido a todos para um esforço que está muito além de ser apenas budista, mas que será sempre um esforço digno das mentes sensatas e alertas, independentemente dos caminhos: que todos nós busquemos a paz essencial, cultivando deliberadamente — mesmo que isso pareça tão difícil — os atos de paciência e compreensão. 

Quando você estiver pronto para agir com raiva e egoísmo, pare! Durante alguns segundos observe o que você está fazendo, compreenda que existe sempre outra saída, sempre há um modo de superar o ódio e agir com cuidado. Quando você estiver pronto para agir com indiferença ou preconceito, pare! Tente ver o quanto sua atitude é injusta e cruel,

compreenda que existe sempre outra saída, sempre há um modo de superar o medo do outro e agir com atenção e respeito.

Quando você estiver pronto para agir com arrogância e vaidade, pare! Tente ver o quanto sua atitude é imatura e vazia, compreenda que existe sempre outra saída, sempre há um modo de superar o orgulho e percebe o valor correto da humildade. A Paz Essencial também é como uma semente, e pode ser regada com a água da prática atenta e consciente.

É uma semente que cura e alivia os espíritos, e sobrevive mesmo nos corações mais esquecidos de si mesmos.

Pratique a paz.

Escrito por Fabio Oliveira às 18h23
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SOBRE A NATUREZA DA IMPERMANÊNCIA

Tam Hao Van

 

Sempre que nós paramos para pensar, sentimos que o mais certo para colocar as nossas vidas em ordem é saber as maneiras exatas de se agir de acordo com as situações sem que sejamos presos nas armadilhas das surpresas. Nós procuramos nos assegurar de que nossas vidas serão sempre as mesmas e que nada, absolutamente nada, vai alterar o curso linear de nossas experiências. O mundo sempre parece o mesmo. Nada parece mudar. A todo o momento estamos agindo e pensando como se os limites do tempo fossem apenas idéias ou fatos para serem usados, não percebidos, ou sentidos. O que então provoca nossos corações, e nos faz pasmar diante das circunstâncias que surgem não se sabe de onde? Por que - se estamos certos de que o mundo é este que sempre estamos vendo - repentinamente somos arrastados por acontecimentos terríveis, que nos fazem sofrer tantos temores, remorsos, culpas?Temos uma pobre, paupérrima percepção do inesperado. Somos criaturas medrosas,e não sabemos viver o momento na sua particularidade, na sua finitude sinto

cada vez mais que não pode viver plenamente e justamente quem não viver com a profunda consciência da mudança, das certezas transitórias de cada dia. Mas não é fácil agir tão prontamente aos momentos de fragilidade na vida se nós já não estivermos muito bem centrados em nossas próprias almas. A incerteza não denota desequilíbrio. A incerteza nos torna afinados com as necessidades humanas, e não com os desejos humanos. E nenhum ser humano é capaz de se assegurar das incertezas uma vez que não pode haver seguro para algo tão além do simplesmente humano. Mas o seguro que o homem quer não é o seguro da coerência, da auto-organização. O "seguro" humano é o que venha a dar base para que ele possa se perder nas loucas formas de auto-ilusão e ambição típicos das atitudes de pseudo-eternidade e permanência que o indivíduo se lança, sem que para isso ele tenha a consciência de suas responsabilidades e do seu tão triste medo de mudar, de entender, de fluir com a vida. Não há felicidade possível através do auto-engano.Acreditamos que as pessoas são sempre as mesmas, e que agirão sempre do mesmo modo. Acreditamos que tudo o que nos cerca será sempre assim, e que estas coisas estarão aí sempre que nós as procurarmos. Portanto, na ilusão das nossas atitudes, tudo é passível de desejo já que tudo está pronto para ser adquirido permanentemente.Se você não sabe que o outro é alguém diferente de você mesmo, se você não percebe a humanidade do outro, jamais vai entendê-lo, jamais vai aceitá-lo seja nas suas virtudes, seja nos seus defeitos. A consciência da impermanência é a certeza da individualidade do outro e o respeito a esta individualidade. Isso significa que não se pode esperar do outro, atitudes sempre iguais, mesmo que este outro seja de nosso profundo convívio. As atitudes iguais seriam possíveis apenas se os acontecimentos fossem sempre os mesmos, imutáveis, estáticos. Cada situação implica em novas possibilidades, e a predisposição de deixar o outro livre para ser o que é significa estarmos prontos para fluir com a vida, sem medo de nos perdermos em novos caminhos.É difícil ser aberto às injustiças e decepções que às vezes resultam em certas expectativas, mas o ato consciente exige exatamente isso: saber entender aquilo que não era esperado, saber aceitar o fracasso de nossos anseios, saber manter os nossos valores mesmo diante da quebra de confiança em atos ou pessoas. De nada vale agir com grandes valoresem momentos comuns e ao mesmo tempo ser incapaz de agir da mesma forma em momentos excepcionais.

Escrito por Fabio Oliveira às 18h08
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26/01/2006


A CIÊNCIA DO SER

 

 

No mundo, a maioria das pessoas estão perdidas no labirinto interminável dos planos inferiores da existência, numa busca incessante de objetos que lhes deleitem os sentidos. Mas, ao invés da satisfação encontram frustração. Suas vidas parecem, ás vezes, estéreis e insípidas, outras vezes egos são abalados pela ansiedade, medo e dúvidas, e, ainda outras vezes, suas mentes passam pela dor e tristeza dos desapontamentos e das perdas.

 

Assim como não podemos ver claramente o reflexo da luz em um espelho embaçado ou em um lago turbulento, da mesma forma não podemos alcançar a paz e a bem-aventurança do nosso  SER INTERIOR - A CONSCIÊNCIA SUPREMA - por causa das impurezas e turbulências de nossa mente inferior. O processo de auto-realização é o esforço de elevar a mente passo a passo, através de todos os seus níveis, de purificá-los a um.

 

É preciso que se experimente e purifique cada uma das camadas; nenhuma pode ser negligenciada. Cada um dos passos do caminho da bem-aventurança foi cuidadosamente desenvolvido há milhares de anos e tem sido cientificamente ajustado para se adaptar as necessidades individuais. Primeiramente através de alimentação apropriada e de exercícios adequados, o corpo físico deve ser condicionado para se tornar uma base firme para uma mente equilibrada, ser purificado a fim de receber a corrente Divina. Então ignorando os barulhos e as perturbações do mundo externo a mente deve ser imersa na música e no pensamento do Infinito.

 

À medida que o fluir da respiração e as ondas agitadas da mente se acalmam e a mente se concentra firmemente no Supremo, em meditação profunda - uma vez que as ondas se tornem retas - sente-se à alegria de um pássaro que é libertado da gaiola.

 

Esta ciência sutil do yoga tem uma aplicação universal na vida de cada ser humano -Homem ou mulher, rico ou pobre, velho ou moço, culto ou não.

 

Pela sua prática todas as camadas da mente são fortalecidas e desenvolve-se um corpo saudável e puro, um equilíbrio emocional, uma memória aguda, um pensamento claro, intuição, criatividade, e desapego, até que finalmente a suavidade da devoção espiritual toma conta de todo o ser. À medida que as impurezas são retiradas de cada camada, a mente converte-se em um espelho cada vez mais perfeito para refletir o resplendor do verdadeiro SER. Assim como o carvão escuro é metamorfoseado em um diamante, ao ser enterrado na terra profunda, assim também uma personalidade comum, ao mergulhar intensamente dentro do ser adquire luz própria, uma aquisição valiosa para o mundo.

 

autor : desconhecido

Escrito por Fabio Oliveira às 06h35
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24/01/2006


QUEM COMANDA O MUNDO ?

 

Com a autonomização da economia e o enfraquecimento dos estados-nação, é ilusório pensar que os presidentes eleitos sejam os que têm o comando sobre o país. Quem decide os destinos reais do povo não é o Presidente. Ele é refém do Ministro da Fazenda e do Presidente do Banco Central que por sua vez são reféns do sistema econômico-financeiro mundial a cuja lógica se submetem. Quando o presidente Bush fala à nação muitos seguramente o escutam. Mas quando fala o presidente do Federal Reserve (FED) a nação inteira pára. O que ele tem a dizer significa a vida ou a morte de muitos empregos e do destino de empresas.

 

Os donos do mundo estão sentados atrás dos bancos, são os que controlam os mercados financeiros, as taxas de juros, as infovias de comunicação, as tecnologias biogenéticas e as indústrias de informação.

 

Imensos conglomerados privados atuam em nível planetário. Sem perguntar a ninguém e sem qualquer controle, dilapidam o patrimônio comum da humanidade em benefício próprio. Desflorestaram em poucos anos 800 mil hectares das ilhas de Bornéu, Java, Sumatra e Sulawesi. Os incêndios projetaram fumaça do tamanho de meio continente. Esses mesmos grupos mancomunados com os nossos atuam agora na floresta amazônica. As leis de proteção ambiental são inoperantes face à fúria de conseguir dólares via exportação para o país fazer frente aos compromissos da dívida externa e interna. O agro-negócio implica desflorestar, liquidar a biodiversidade, homogeneizar a produção em escala.

 

Esta lógica funciona no sistema globalizado mundial, criando desigualdades e devastações ecológicas lá onde se implanta. Para 2010 prevê-se que as florestas tenham diminuído em 40%. Em 2040 o aumento dos gases do efeito estufa podem provocar um aquecimento entre 1ºC a 2ºC elevando o nível das águas oceânicas a 0,5 a 1,5 metro, afetando milhares de cidades costeiras. Seis milhões de hectares de terras férteis somem por ano sob o efeito da desertificação.

 

As doenças infecciosas de todo tipo viajam à velocidade dos mercados. A Aids é uma pandemia na África. A expectativa de vida da África subssariana diminuiu já sete anos e em outros paises como Uganda, Zimbáue, Zâmbia recuou dez anos. No ano passado a produção econômica de Quênia, por causa da Aids, caiu em 14,5%. A África é um continente abandonado à sua própria desgraça, sequer merece ser explorado. O Papa faz discursos irresponsáveis.

 

Se houvesse um pouco de humanidade e compaixão entre os humanos, bastaria que se retirassem apenas 4% das 225 maiores fortunas do mundo para dar comida, água, saúde e educação a toda a humanidade. Estes são dados da ONU de 2004. Enquanto isso, 30 milhões de pessoas ainda morrem de fome e dois bilhões são anêmicos.

 

Teremos tempo para que a desintegração se mostre criativa? Uma leve esperança se anuncia um pouco em todas as partes do mundo, em Seattle, em Gênova, em Porto Alegre e nos Fóruns Sociais Mundiais. Aí surge um anti-poder que pede uma nova justiça planetária, uma taxação significativa dos capitais especulativos, a introdução de uma renda de existência a todos os habitantes da Terra não para subsistirem mas porque simplesmente existem. A aplicação rigorosa da ética da precaução e do cuidado em questões ambientais. Esperanças. Que tenham a força da semente.

 

Leonardo Boff

Categoria: artigo
Escrito por Fabio Oliveira às 19h28
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21/01/2006


   O CAMINHO E O CAMINHANTE

 

 

 

 

 

O Caminho é tortuoso e percorrê-lo carregado com expectativas em excesso é inadequado. Os inúmeros apegos agregam peso demais, prejudicam a estabilidade. Então, antes de qualquer outra atitude mais ousada, é preciso que primeiro nos livremos destes pesos para calibrar de uma forma realista e exata a amplitude das primeiras passadas. Calçados atrapalham, causam bolhas e calosidades que impedem a articulação de um pisar natural e o respirar tranqüilo. A gente cansa mais rápido. Então, com o coração leve, basta avançar um pouco pelo caminho para intuir logo que seu traçado escapa à lógica comum mas de longe não parece ruim, nada tão divino assim, nada tão difícil. E na realidade não é. Depois de um tempo de caminhada, se percebe a vertigem causada pela sinuosidade de suas curvas, da luminosidade infinita que se ergue por detrás de suas assombrosas amplidões, e também dos efeitos provocados pela súbita desaceleração frente a estreitamentos repentinos, da surpreendente ausência de sinalizações de qualquer espécie. O vento, a brisa refrescante traz o cheiro molhado de ravinas distantes e das plantações de arroz, torna tão próximas, logo ali, ao alcance das mãos. E porque não descansar sob as sombras de árvores frutíferas e distrair-se com o canto dos pássaros e o murmurar calmo dos regatos? A beleza em torno e o frescor da paisagem impressionam a tal ponto que repentinamente percebemos que estamos perdidos. Escurece rápido e pensava ter memorizado com absoluta certeza algumas referências que me levassem de volta ao caminho. O cedro isolado no alto de uma colina, as margens do riacho... Mas agora... Agora, sob um céu estrelado, assim, distraído e absorto na escuridão solitária da inocência original se inicia o verdadeiro caminho, O Tao. Alinhar-se com ele, a essa altura, é impossível. O simples desejo, a mera pretensão oculta sob os aparentes esforços físicos para domesticar meus passos harmonizando-os com as irregularidades do caminho embaralha definitivamente as rotas, confunde as trilhas, torna irreconhecível o cenário antes tão familiar. Apesar de todos os cuidados ainda existe apego e as idéias produzidas em minha mente navegam livres pelo oceano do pensamento dual. Eu estou aqui e lá adiante se estende a estrada. Eu estou aqui e à minha frente repousa a folha de papel, a caneta em minhas mãos. O pensamento que solidifica o espaço e delimita o mundo, restringe nossos movimentos, não estabelece vínculos entre eventos e seres externos a mim e daí? É certo que existe o saber, o aprendizado e a disseminação de conhecimento, mas, e o sentir? Onde fica o sentir com o corpo e a alma, sob que memorial se esconde a verdadeira intuição? Assim, depois de tudo, de reflexão em reflexão, me vejo caminhando em círculos, de volta ao mesmo ponto de partida. Em busca do cedro, a colina, o riacho...

 

autor desconhecido

Escrito por Fabio Oliveira às 10h11
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20/01/2006


foto : Victor Hugo

 

 

Não temos nada além do amor.
Não temos antes,  princípio nem fim.
A alma grita e geme dentro de nós:
- Louco, é assim o amor.

Colhe-me, colhe-me, colhe-me !
 


Jalaluddin Rûmi Rumi

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 18h27
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Não podemos mais tratar a natureza e a terra como um baú de recursos, pois essa atitude pode destruir as condições da vida. Temos que assumir estrategicamente a ecologia (que não é apenas o meio-ambiente mas o ambiente inteiro), a qual nos ensina que todos somos interdependentes; que a relação para com a terra não pode ser apenas de exploração, mas de respeito e cooperação; que a pessoa humana é o primeiro destinatário do desenvolvimento. Sempre a terra cuidou de nós, dando-nos tudo de que precisávamos. Mas a ferimos tanto que agora cabe a nós cuidar dela, para que continue nos cuidando.

Leonardo Boff

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 08h34
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19/01/2006


TRECHO DO LIVRO

“ WALDEN”  ou “A VIDA NOS BOSQUES ”

 

 

 

autor : Henry David Thoreau

 

Eu fui aos bosques porque queria viver deliberadamente, enfrentar somente os fatos essenciais da vida, e ver se não podia aprender o que ela tinha a me ensinar, e não, quando viesse a morrer, descobrir que não havia vivido.

Não queria viver o que não fosse vida, viver é tão bom; nem queria praticar a resignação, a menos que fosse realmente necessário.

Eu queria viver profundamente e sorver toda a essência da vida, viver violenta e espartanamente, de forma a derrotar tudo que não fosse vida, e reduzi-la aos seus mais simples termos e, se isso se provasse pobre, porque então alcançar a sua miséria completa e genuína, e anunciar esta miséria ao mundo; ou, se fosse sublime, conhecer de experiência, e ter condições de dar um relato fiel disto em minha próxima excursão.

Escrito por Fabio Oliveira às 20h42
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17/01/2006


 
VIVER NÃO DÓI

Carlos Drummond


Definitivo,  como  tudo  o  que  é  simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se  cumpriram.

Por que sofremos tanto  por amor?

O  certo  seria  a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo  feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi  desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas  projeções irrealizadas,
por todas as  cidades que gostaríamos
de  ter  conhecido ao  lado do nosso amor
e não  conhecemos,
por todos os filhos  que
gostaríamos  de  ter  tido junto e não tivemos,
por todos os shows  e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os  beijos  cancelados,
pela eternidade. 

Sofremos não porque
nosso  trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as  horas livres
que  deixamos  de  ter para ir ao  cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos  não  porque  nossa  mãe
é  impaciente  conosco,
mas por todos os momentos  em que
poderíamos  estar  confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos  compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro  está sendo
confiscado  de  nós, 
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi  vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me  convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada  arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é  inevitável.

O sofrimento é  opcional.

Escrito por Fabio Oliveira às 08h03
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15/01/2006


EU NÃO QUERO 

Autor: Edson Marques

Eu não quero ensinar nada a ninguém. Não quero ser mestre nem me chamo Buda. Só quero provocar intelectualmente as pessoas criativas. Quero esmagar todas as convicções, especialmente as minhas. Em verdade, não quero muita coisa: só quero abraçar a metade do infinito, e fazer o sol nascer no céu da tua boca. Quero amar a liberdade, saltar profundo, viver a VIDA. Dançar abraçado a Nietzsche na corda bamba à beira do abismo. E sempre colocar meu coração no bom caminho - ou seja, no caminho da alegria desgovernada.

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 07h37
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Certa ocasião, um repórter, considerando um ato espetacular de dissolver uma palestra com milhares de pessoas, perguntou a Krishnamurti quem se interessaria em escutá-lo, já que não queria seguidores? 

 

Krishnamurti respondeu:

 

"Se houver apenas cinco pessoas que queiram escutar, que queiram viver, que tenham a face voltada para a eternidade, será o suficiente. De que servem milhares que não compreendem, completamente imbuídos de preconceitos, que não desejam o novo (...) ? Gostaria que todos os que queiram compreender sejam livres, não para me seguir, não para fazer de mim uma gaiola, que se torne uma religião, uma seita. Deverão estar livres de todos os temores (...), do medo da espiritualidade, do medo do amor, do medo da morte, do medo da própria vida."

Escrito por Fabio Oliveira às 07h36
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Você não pode mais pensar como cristãos, budistas, hindus e muçulmanos. Nós estamos enfrentando uma crise tremenda que os políticos nunca podem resolver porque eles são programados para pensar de um modo particular. Nem pode os cientistas entender ou resolver a crise; nem ainda o mundo dos negócios, o mundo do dinheiro. O ponto decisivo, a decisão perceptiva, o desafio, não está na política, na religião e nem no mundo científico. Está em nossa consciência.

 

Krishnamurti

Escrito por Fabio Oliveira às 07h35
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13/01/2006


A POESIA FOI CITADA NO FILME "SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS"

Venham amigos.
Não é tarde para procurar um mundo mais novo.
Minha meta é navegar além do pôr-do-sol.
Embora não tenhamos a força que antigamente movia céu e terra,
o que nós somos, nós somos.
Uma boa índole e corações heróicos enfraquecidos pelo tempo,
mas forte na vontade de lutar, procurar, achar e não ceder.

autor : Alfred Lord Tennyson

NO FILME A POESIA É CITADA ASSIM :

Venham amigos.
Ainda é tempo de buscar um novo mundo.
Vamos navegar para além do poente.
E embora não tenhámos mais aquela força que outrora movia céus e terra.
Nós ainda temos uma igual tempera de heróicos peitos.
Enfraquecidos pelo tempo, mais fortes na vontade de lutar, de buscar, de
achar e não se sujeitar.

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 07h40
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A COISA 

 

autor : Felipe Oliveira

 

A coisa, se não coisar, não é coisa

Que desilusão de imaginar a coisa não sendo coisável

Ou até mesmo não sendo coisificável!

Coisa por coisa

Tudo é coisa

Até a própria coisa

 

O mundo é coisa

E de coisas a vida se faz

O homem coisifica a natureza e os sentimentos

Coisifica a sua própria essência

O homem é (e não poderia ser) uma coisa

Que, bem ou mal, se está coisificando a todo instante

 

 

Somos alguma coisa

Alguma coisa queremos sempre ser

E de coisas a vida se faz

E por coisas até um navio aporta ao cais

 

A coisa se faz, senão de outra coisa

Que coisa, então, seria a coisa?

Uma coisa como coisa

De coisa

 Por coisa

       Com coisa...?

 

Uma simples coisa

É da mais alta complexidade

Uma coisa que é coisificada

Coisifica o pensamento

Prende e sufoca as coisas nas coisas

Alça vôos sempre meio coisados, com tanta coisa!

 

As coisas por coisas se diminuem

As coisas de coisas já não somos lá tantas coisas

As coisas com coisas

Ah! Essas sim!

Tentam descoisificar o mundo

Mas acabam ficando até mais coisadas do que as outras coisas!

 

Depois de tanta coisa

Enchi-me de coisas!

Eu quero descoisificar a minha vida!

Eu quero me descoisar!

Coisa que parece tão difícil de ocorrer

Nessa sociedade tão autocoisada!

 

(E não é que eu ainda estou pensando na coisa!

Coisei tanto que fiquei coisado e, ainda por cima, coisificado!

Socorro !!! )

Escrito por Fabio Oliveira às 06h43
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11/01/2006


 Leonardo Boff

 

A história destes quatro séculos tem mostrado que, deixado à sua lógica interna, o crescimento implica explorar as classes, criar perversas desigualdades sociais, submeter países, devastar a natureza e hoje colocar em risco a sustentabilidade da terra. Ele avança matando e desmatando, destruindo a biodiversidade, aterrando nascentes e riachos, envenenando solos, contaminando águas, expulsando os povos do cerrado e da floresta. Emprega pouca gente pois usa técnicas avançadas, até reguladas por satélite, e beneficia poucas empresas nacionais e transnacionais que destinam seus produtos para a exportação.

 

Não podemos mais tratar a natureza e a terra como um baú de recursos, pois essa atitude pode destruir as condições da vida. Temos que assumir estrategicamente a ecologia (que não é apenas o meio-ambiente mas o ambiente inteiro), a qual nos ensina que todos somos interdependentes; que a relação para com a terra não pode ser apenas de exploração, mas de respeito e cooperação; que a pessoa humana é o primeiro destinatário do desenvolvimento. Sempre a terra cuidou de nós, dando-nos tudo de que precisávamos. Mas a ferimos tanto que agora cabe a nós cuidar dela, para que continue nos cuidando.


Se há uma colaboração perene que o cristianismo trouxe ao discurso ético é certamente este: o caráter inegociável da ética pessoal. A razão reside no entendimento da consciência como norma interiorizada da moralidade. Esta interiorização é um fato irredutível. Não é fruto de algum superego social, nem é eco da voz do dominador externo. Há lá dentro, no íntimo de cada pessoa, uma voz que não se cala, sempre vigilante, aprovando e proibindo, advertindo, aconselhando e dizendo "não faças isso, faça aquilo". Por mais que psicanalistas, marxistas e outros mestres da suspeita tenham tentado desconstruir essa voz, ela perdura soberana. Sócrates e Kant a chamaram de "voz de Deus em nós". Ela não cessa de falar.

 

Que cresça a consciência dos povos de que só temos uma única Casa Comum, a Terra, que importa cuidar dela. Que se forme, progressivamente, a sociedade planetária, una e diversa, na qual finalmente triunfe a economia política do suficiente e do decente para todos, com a socialização de terra para morar e trabalhar, de comida, saúde, educação, comunhão e liberdade.

 

Leonardo Boff

Escrito por Fabio Oliveira às 07h16
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09/01/2006


Gostaria de pedir a todos que gostam da música e da poesia do Taiguara, para aderir suas assinaturas a campanha de repatriamento do disco Imyra, Tayra, Ipy – Taiguara (1976), disponível no link:

http://www.imyra-tayra-ipy-taiguara.com/id11.html

Esta magnífica obra foi censurada pela ditadura militar no passado e hoje continua sendo negada ao público Brasileiro, pois o CD foi
lançado somente no Japão. É uma injustiça que viola o direito de
cada Brasileiro a sua herança cultural. Esta situação lastimável
precisa ser revertida e para isso precisamos do apoio de todos. O
disco contém a participação especial de Hermeto Pascoal, Wagner
Tiso, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Jacques Morelembaum e outros grandes nomes da Música Sinfônica e Popular Brasileira. Este
patrimônio precisa estar acessível para cada Brasileiro que se
preze de sua cultura!

Divulguem por favor!

Veja também o site:


www.taiguara-imyra.com

 

Este é um movimento criado por Imyra, filha do inesquecível Taiguara.
Vamos ajudá-la a resgatar a obra do pai.

Muito obrigada,

Carol

Escrito por Fabio Oliveira às 21h31
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... Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
Mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame,
Não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,
Pois existem pessoas que nos amam,
Mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
Algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
Você será em algum momento julgado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
O mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que na verdade você é forte,
E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar,
Se não fosse o medo de tentar.

 

William Shakespeare

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 20h39
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A ÁGUA DA VIDA

 

Todos dormem. Abandonei-me ao sono, mas ele não me transportou.

Por toda a noite contei estrelas no céu. O sono fugiu de meus olhos

para nunca mais voltar: tragou o veneno da separação, expirou.

Saberias preparar um remédio feito da matéria do encontro

e dá-lo ao ferido que te entregou olhos e coração?

Não feches de vez as portas da caridade.

Se não serves o puro vinho, serve ao menos a dose mínima do mosto.

Deus encerrou todas as delícias num único aposento.

Ninguém sem tua ajuda jamais encontrou Caminho seguro para esse refúgio.

Se me reduzi a pó no caminho do amor,não me julgues com desprezo;

como pode ser pequeno aquele que bate contigo à porta da união?

Enche de pérolas nunca vistas a manga deste manto que de meus

olhos tantas lágrimas enxugou.

A cada vez que a ronda do amor assalta alguém na noite escura, tua lua aperta-o compassiva contra o peito cor de prata. Quando o coração errante retorna de tua graça

conta a história da noite, do disco da lua, do camelo, do curdo. Eram seres indistintos

originados da água. Vieram então ao mundo, este lugar frio, que os congelou um a um.

Em nosso corpo, o sangue é a doce água da vida. Vê como tudo se iguala, quando brota da fonte do coração. Não congeles a água da fala, nem a retires de sua fonte, para que não seja seda fina deste lado nem farrapo do outro.

 

Rumi

 

Categoria: artigo
Escrito por Fabio Oliveira às 18h26
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08/01/2006


 

 

Henry David Thoreau nasceu em Concord, no estado de Massachussets (12 de julho de 1817), e lá viveu a maior parte de sua vida. Apesar dos parcos recursos de que dispunha a família, obteve invejável educação humanista, particularmente no período em que estudou em Harvard (1833-1837), universidade que começou a freqüentar quando tinha dezesseis anos. Familiarizou-se com os clássicos gregos e latinos, que lia fluentemente no original, e com línguas modernas como o alemão, o francês, o espanhol e o italiano. Foi freqüentemente visto por admiradores, amigos e inimigos como um rebelde marcado por hábitos excêntricos: em Harvard, insistia em usar manta verde, apesar do regulamento exigir dos alunos o uso de manta negra, e dizia ironicamente do que era, já na época, um avançado sistema de ensino universitário, que lá se ensinavam todos os "ramos do conhecimento", mas nenhuma de suas raízes. Nos textos de Thoureau, contudo, esse individualismo rebelde não deve ser entendido em termos de uma postura excêntrica e meramente negadora do social e do político. Trata-se antes do individualismo entendido no contexto do movimento literário conhecido como o "Transcendentalismo Romântico" norte-americano, caracterizado não apenas pela ênfase romântica no sentimento individual mais do que na razão, mas principalmente por uma postura política progressiva preocupada com reformas sociais e políticas a serem levadas a cabo a partir do indivíduo e não a partir do grupo social. É esse indivíduo que tem como objetivo tanto a reforma de si mesmo como do social e do político que se torna constantemente presente nas páginas dos dois escritos mais célebres de Thoureau, Walden (1854) e "A Desobediência Civil" (1849). São ambos textos que se querem autobiográficos e que se apresentam ao leitor como experiências pessoais das quais o autor retira lições de sabedoria sobre como encontrar o melhor estilo de vida como indivíduo e como ser social.

 

A experiência individual descrita em Walden deriva da decisão de Thoureau de viver isoladamente, durante dois anos e dois meses (1845-1847), em uma cabana construída por ele mesmo às margens do Lago Walden, nas proximidades de Concord. O que seria visto, para muitos de seus contemporâneos, como nada mais do que a excentricidade de um eremita fugindo do social significaria, para Thoureau, a oportunidade para uma reflexão radical sobre o sentido de viver bem a vida humana em um momento histórico marcado pelos confortos e desconfortos de uma sociedade capitalista em fase de rápida urbanização e industrialização. A pergunta formulada constantemente em Walden diz respeito às necessidades básicas capazes de proporcionar ao homem moderno uma vida bem vivida. Qual o sentido, por exemplo, de se identificar a vida bem vivida com o acúmulo excessivo de vestuário, moradia ou alimentos? São bem gastos o trabalho e a energia dedicados a tal acúmulo? Não poderia a vida ser melhor vivida com aquele mínimo de recursos materiais que tornasse possível o atendimento de necessidades do espírito contemplativo, como a leitura, a reflexão, a observação da natureza e o lazer? Nos dezoito ensaios que compõem Walden, o que Thoureau tenta demonstrar é que esse estilo de vida alternativo baseado, não no máximo, mas no mínimo necessário de produção e consumo, pode ser não apenas possível, mas melhor do que o estilo de vida atrelado às exigências do progresso industrial e urbano. Há, sem dúvida, um esforço necessário para a manutenção da vida: coletar alimentos naturais nos bosques, pescar, plantar e cultivar feijões, cortar lenha para o aquecimento da cabana no inverno. Quando reduzido à um mínimo, o que tal esforço garante é uma forma equilibrada de viver bem, com tempo disponível para a vida contemplativa, para ler e escrever (inclusive as anotações diárias que seriam mais tarde transformadas no texto de Walden), para o lazer prazeroso e descompromissado, para observar a flora e a fauna locais, os sons e odores naturais dos bosques, a música do vento nos fios telegráficos, a passagem de uma estação para outra. Diga-se, de passagem, que um ideal semelhante de bem viver era também uma preocupação central da cultura da Grécia antiga, que Thoureau conhecia bem.

 

É em meio a essa experiência de vida bem equilibrada nos arredores da lagoa de Walden que Thoureau vivencia ainda o episódio de vida pessoal motivador do que é o seu texto mais celebrado: "A Desobediência Civil". Em uma tarde de 23 ou 24 de Julho de 1846, Thoureau recebe a visita do coletor de impostos e acaba sendo aprisionado quando se recusa a pagar o tributo devido. Sai da cadeia, no dia seguinte, quando um benfeitor ou benfeitora (provavelmente sua tia Maria) paga a dívida exigida por lei. Explicitar as razões que o levaram a não pagar impostos é o problema central tratado no ensaio. Para Thoureau, pagar os impostos seria um ato imoral porque significaria contribuir com um governo que patrocinava empreitadas injustas e desumanas como o projeto escravocrata e a guerra imperialista contra o México. O ato de desobediência civil assim pensado tornava-se não apenas justificável, mas moralmente necessário e indispensável para o cidadão consciente de valores éticos desrespeitados, no caso, tanto pelo Estado como pela maioria da população em dia com seus tributos. Note-se que a definição de cidadania assim entendida legitima o indivíduo visto pelo Estado como um fora-da-lei e define como violadores de uma lei maior tanto o governo nacional quanto a maioria que o elegeu que lhe deu apoio. Essa lei maior é, para o adepto do Transcendentalismo, aquela lucidamente percebida e respeitada pela consciência particular do indivíduo que, para Thoureau, é mais importante e merece mais respeito do que a lei oficial produzida pelo consenso "democrático" da maioria e imposta ao povo pelo aparato de poder estatal. Nesse contexto, como Thoureau argumenta em seu ensaio, uma minoria correta formada por uma só pessoa já é uma maioria moral, e se o Estado e o consenso majoritário decidem julgar como fora-da-lei e colocar na cadeia essa minoria moral e correta, então é justamente a cadeia que se torna o lugar adequado para os homens honestos.

Escrito por Fabio Oliveira às 11h54
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UM LIVRO BELÍSSIMO

 

 

 

A salvação do mundo e dos povos passa pela salvação do indivíduo, pelo respeito à liberdade individual e aos direitos à diferença e à diversidade - eis a lição suprema deste livro belíssimo e sábio que, dotado de uma juventude perpétua, nos ensina a amar a vida. Pelo seu Dom de fazer florir e frutificar o coração do homem,  “Walden” ou “A Vida Nos Bosques” é uma semente.

 

Livro - Walden - Ou, A Vida Nos Bosques

Henry David Thoreau

 

Classificação :



 

 




 

 

Categoria: filme, livro e cd
Escrito por Fabio Oliveira às 11h00
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07/01/2006


PARA RELAXAR

 

 

 

As melhores versões dos mantras "Om Mani Padme Hum" e "Om Namah Shivaya" estão abaixo.  Sugiro baixar todas - depois você decide a que achar melhor.

 

 

01 - Om Mani Padme Hum - 01 Mantra.wma.

 

02 - Om Mani Padme Hum - 02.mp3

 

03 - Om Mani Padme Hum - 03.mp3

 

04 - Om Mani Padme Hum - 04.mp3

 

05 - Om Mani Padme Hum - 05.mp3

 

06 - Mantra - 01 Om Namah Shivaya.mp3

 

07 - Mantra - 02 Om Namah Shivaya.mp3

 

08 - Mantra - 03 Om Namah Shivaya.mp3

 

09 - Mantra - 04 Om Namah Shivaya.mp3

 

10 - Mantra - 05 Om Namah Shivaya.mp3

 

11 - Mantra Indiano 

 

12 - Mantra Yoga Bahja

 

Aguarde um pouco o download

  

Escrito por Fabio Oliveira às 09h10
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Prima para ver só a fotografia

Taj Mahal - Índia

O conhecimento verdadeiro existe. Sabes o que é?

É ver uma única Vida imutável em tudo o que vive,

E no Separado, ver o Inseparável.

O conhecimento imperfeito existe: é ver

A separação de existências isoladas,

E, estando separadas, julgá-las reais.

O conhecimento falso existe: é aquilo a que um

Indivíduo cegamente se apega, como se fosse

A verdade última, não procurando

Uma causa, algo desprovido de luz,

Limitado, sem interesse e escuro.

 

Bhagavad Gita

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 08h14
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06/01/2006


 


Mahatma Gandhi

 

"Se..."

 

Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria aceso o sentimento
de amar a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender
tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída.

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 22h50
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E o RIO corre sozinho.Vai seguindo seu caminho.

Não necessita ser empurrado. Para um pouquinho no remanso.

Apressa-se nas cachoeiras.Desliza de mansinho nas baixadas.

Precipita-se nas cascatas.Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho.

Sabe que há um ponto de chegada.Sabe que seu destino é para frente.

O rio não sabe recuar.Seu caminho é seguir em frente.

É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.

O mar é sua realização.É chegar ao ponto final.

É ter feito a caminhada.É ter realizado totalmente seu destino.

A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.

Deixar que corra como deve correr.Sem apressar e sem represar.

Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.

Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.

A vida é como o rio.Por que apressar?Por que correr se não há necessidade?

Por que empurrar a vida?Por que chegar antes de se partir?

Toda natureza não tem pressa.

Vai seguindo seu caminho.Assim é a árvore, assim são os animais.

Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.

A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.

Tudo tem seu ritmo.Tudo tem seu tempo.E então, por que apressar a vida da gente?

Desejo ser um rio.Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.

Livre das poluições alheias e das minhas.Rio original, limpo e livre.

Rio que escolheu seu próprio caminho.Rio que sabe que tem um ponto de chegada.

Sabe que o tempo não interessa.Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.

Importante é chegar ao mar.Importante é dizer "cheguei".E porque cheguei, estou realizado.

A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.

Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha.

Deixe-a seguir seu caminho normal.Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá.

É bom viver do jeito do rio!

 

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;

se não houver flores, valeu a sombra das folhas;

se não houver folhas, valeu a intenção da semente."

 

Henfil

 

Escrito por Fabio Oliveira às 20h12
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Carl Gustav Jung

 

 

Do mal, muita coisa boa resultou.

Mantendo-me calmo, nada reprimindo, 
permanecendo atento e aceitando a realidade. 

Vendo as coisas como elas são e não como eu queria que elas fossem. 

Ao fazer tudo isso, adquiri um conhecimento incomum, 
assim como poderes invulgares, 
de uma amplitude que jamais poderia ter imaginado.
Sempre pensara que quando aceitamos as coisas,
elas nos sobrepujam de um modo ou de outro. 
Resulta que isso não é verdade em absoluto.

É somente aceitando as coisas 
que podemos assumir uma atitude em relação a elas. 

Por isso, tenciono agora fazer o jogo da vida, 
ser receptivo a tudo que me chegar,
bom e mal, sol e sombra alternando-se eternamente; e, 
desta forma, aceitar também minha própria natureza, 
com seus aspectos positivos e negativos.

Assim, tudo se torna mais vivo para mim. 
Que insensato eu fui! Como me esforcei para forçar todas as coisas
a harmonizarem-se com o que eu pensava que devia ser ...

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 19h16
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04/01/2006


CIÊNCIA DO VIVER

O que é uma pessoa Inteligente?


Muitos acreditam que inteligente é aquele que acumula cursos e diplomas universitários. Outros qualificam como inteligentes aqueles que têm a capacidade de ganhar muito dinheiro.

Deixando de lado essas concepções usuais do que é ser inteligente, vamos explorar esse tema sob um novo enfoque, numa concepção mais integral, ligada à nossa vida cotidiana.

Nesse sentido, podemos considerar inteligente toda pessoa que vive a vida de maneira agradável, sentindo-se sempre feliz. Por mais estranha que, para alguns, essa concepção possa parecer, indubitavelmente ela precisa ser examinada em profundidade para mudar a visão estreita que temos sobre inteligência.

Vejamos: se alguém está sempre feliz, vivendo plenamente cada momento, se sabe valorizar o simples fato de estar vivo, participando intensamente das experiências que lhe são oferecidas sobre este belíssimo planeta azul, podemos dizer que esse alguém tem a inteligência necessária para compreender o sentido da vida.

Dentro desse enfoque, voltando à primeira concepção de inteligência, perguntamos: Podemos considerar inteligente alguém com vários diplomas, ou ganhando muito dinheiro, mas vivendo apreensivo com seu futuro, angustiado diante da vida, ou infeliz com o que já possui, ambicionando ter sempre mais do que já tem?

Na verdade, só merece ser chamada de inteligente a pessoa que aprendeu a RELACIONAR-SE com os problemas da vida. Notem bem que se trata de aprender a RELACIONAR-SE com os problemas, o que não significa obrigatoriamente RESOLVÊ-LOS. A pessoa inteligente deve aprender a manter-se feliz, APESAR dos problemas que porventura tiver de enfrentar.

Um grande sinal de inteligência é ser capaz de optar por sentir-se feliz, mesmo quando as circunstâncias exteriores forem dolorosas.

Na verdade, a vida é uma geradora interminável de problemas. Por isso, se formos esperar que não existam problemas para nos sentirmos feliz, provavelmente teremos que esperar para sempre. A pessoa inteligente compreende isso muito bem e é capaz de separar aquilo que está sentindo dentro de si das circunstâncias exteriores.

À primeira vista isso pode parecer um verdadeiro absurdo, pois, usualmente nem mesmo concebemos a possibilidade de separar nossos estados interiores dos acontecimentos exteriores.

A pessoa inteligente, porém, compreendeu que os problemas passam como nuvens no céu, mas o sol, que faz parte de sua essência está sempre brilhando por trás das nuvens. Por isso, descobriram que podem escolher como se sentir diante de qualquer situação.

Os problemas relacionados com dinheiro, envelhecimento, doença, morte, catástrofes naturais ou acidentes apresentam-se a todos os seres humanos em maior ou menor intensidade. Algumas pessoas, porém, são capazes de não se deixar abater por eles. Por isso, nunca se sentem infelizes, depressivas, ressentidas ou revoltadas. Ao contrário, sentem que, apesar de tudo, a chama da vida é o bem mais precioso que existe.

Compreenderam que todos esses problemas são inerentes à condição humana e, por isso, não permitem que a felicidade existente dentro de si seja poluída por eles.

Diante dessas reflexões sobre inteligência podemos dizer que, sem dúvida, somente as pessoas capazes de conservar incólume a felicidade dentro de si merecem o título de “inteligentes”. Aliás, muito inteligentes!

Paulo A. S. Raful
Lauro de A. S. Raful

Categoria: artigo
Escrito por Fabio Oliveira às 19h24
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03/01/2006


 Tenha paciência e aprecie a arte de animação virtual, vale a pena

 

  Muito bonito e relaxante ... música e animação criativa
Aguarde um pouco enquanto carrega  e aumente o som
Clique abaixo:
 
 
 

Escrito por Fabio Oliveira às 20h16
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01/01/2006


LINK MUSICAL

 

Marco Pereira começou a estudar violão em São Paulo, durante a juventude. Mais tarde foi para a França, onde recebeu título de mestre em violão e defendeu tese sobre Heitor Villa-Lobos. Durante o período que passou na França, se aproximou também do jazz e da música latino-americana. Atuou como concertista em diversos países europeus e participou também de concursos. Voltou ao Brasil e utilizou seu embasamento acadêmico para criar o curso superior de violão e harmonia funcional na Universidade de Brasília. Gravou dois discos, privilegiando compositores nacionais contemporâneos, e excursionou pelos Estados Unidos no final da década de 80. Nos anos 90 mudou-se para o Rio de Janeiro. Participou de quatro edições do Free Jazz Festival e de discos de vários artistas, atuando como violonista e arranjador. Ganhou o prêmio Sharp de música de 1994 pelo disco "Bons Encontros", com o pianista Cristóvão Bastos, consagrando-se como uma das figuras mais importantes no cenário da música instrumental. Lançou em 1998 o elaborado CD "Valsas Brasileiras", e atualmente concilia as atividades de compositor, arranjador e violonista com a de professor da UFRJ.

 

http://www.marcopereira.com.br/

 

Classificação:

 

 

Categoria: Link
Escrito por Fabio Oliveira às 20h44
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 BF1826

O mar é uma coisa,

a espuma, outra;

Esquece a espuma e contempla o mar noite e dia,

Tu olhas para a ondulação da espuma e não para o poderoso mar.

Como barcos, somos jogados daqui para ali,

Somos cegos, embora estejamos no brilhante oceano.

Ah! tu que dormes no barco do corpo,

Tu vês a água; contempla a Água das águas!

Sob a água que tu vês há outra água que a move,

Dentro do espírito há um espírito que o chama.

 

Rumi

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 08h45
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