autocultura - fábio oliveira


29/08/2006


As citações abaixo foram extraídas do livro “A Sabedoria do Eu Superior“ de Paul Brunton, um pensador sério e admirável.

 

 

 

      Paul Brunton

 

 

 

Nosso conhecimento se limita ao que dizem nossos sentidos. Nunca alcançamos a verdade absoluta das coisas, mas somente a maneira pela qual elas afetam nossos sentidos.

 

O mentalismo demonstra que nossa experiência do mundo é unicamente constituída pelas idéias que dele fazemos. Essas idéias não têm existência permanente; apagam-se e são substituídas por outras que lhes são similares (embora não idênticas) e nos dão, assim, o sentimento de continuidade. O mundo que conhecemos não é, pois, imutável; está perpetuamente em renovação. Tudo, no domínio material como no domínio mental, está submetido à lei do movimento. Um movimento implica uma variação, o abandono de uma situação antiga, coisa ou pensamento e na adoção de uma nova, isto é, uma transformação. Daí resulta que o universo se parece menos a um edifício que a uma corrente. A realidade do mundo é a sua transformação incessante. A estabilidade e a solidez que nos apresentam nossos sentidos não são senão aparências. Tal é o veredito da razão. A forma tomada pela experiência humana está, pois, vincada de ilusões.

A vibração do mundo nunca pára; a energia atômica, em qualquer de suas formas, não conhece o menor instante de repouso. Nada espera. Os sábios, já há certo tempo, não dizem que a natureza se compõe apenas de coisas, mas é uma série de acontecimentos, de transformações, isto é, a natureza é um processo. Neste domínio, não podemos confiar no simples testemunho de nossos olhos, ouvidos e mãos. Somente os ignorantes acreditam singelamente que o mundo é estável e imóvel não somente na aparência. Para eles, tocar com o dedo constitui o critério último da realidade! Esta concepção é, naturalmente, essencial para a vida prática e possui, nela mesma, suas verdades limitadas. Mas, quando nos elevamos ao ponto de vista filosófico, constatamos que não resiste ao exame.

 

A ciência escrutou a matéria sólida e constatou que ela é, praticamente, cava. O vazio da substância material é fantasticamente imenso quando o comparamos às dimensões dos elétrons que se movem perpetuamente no interior. O que vale dizer que o solo que pisamos é quase inteiramente espaço vazio. Ao nosso sentido do tato ele é, entretanto, firme, compacto, imóvel e impenetrável. É uma ilusão devida, evidentemente, às limitações extremamente estreitas deste sentido.

 

A ciência nova declara que os átomos não constituem, de modo algum, a última palavra, nem a matéria a substância última, como afirmava a ciência antiga. Os átomos foram penetrados; descobriu-se que eram "ondas". Mas ondas de quê - perguntamos. Certamente, não de matéria, mas de energia, responde ela. Um conjunto de processos dinâmicos substitui o bloco antigo de matéria inerte.

 

Mas, além das descobertas efetuadas no domínio da radioatividade, uma revolução tinha sido já lançada pela teoria da Relatividade e desenvolvida pela mecânica dos "quanta". A substância do mundo não é estável; è uma série de acontecimentos dinâmicos. O universo é um "vir a ser", não uma coisa e muito menos uma coisa material. Resumindo, vivemos em um mundo em que a realidade primeira e final não é uma coisa imóvel, mas uma força perpetuamente ativa que, fato espantoso, mas verdadeiro, toma para nós a aparência de uma coisa.

Escrito por Fabio Oliveira às 07h17
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25/08/2006


 

PENSE NISSO :

 

“O problema mais gritante de sistemas absolutistas, como os Dez Mandamentos, é que, quando há mais de uma regra absoluta, torna-se possível o surgimento de conflitos entre elas. Assim, poder-se-ia perguntar se é algo apropriado assassinar para prevenir um roubo. É permitido roubar para prevenir um assassinato? Deveríamos mentir se tivéssemos uma boa razão para acreditar que a verdade faria com que o indivíduo morresse de ataque cardíaco? É apropriado mentir para evitar ser assassinado? É lícito quebrar o sábado santo para salvar a vida de alguém? Seria correto roubarmos um carro se soubéssemos que isso evitaria que seu dono trabalhasse no sábado santo ou matasse alguém? Deveríamos honrar a vontade de nossos pais se eles nos pedissem para quebrar algum dos outros mandamentos? Deveríamos roubar nossos pais se, ao fazê-lo, talvez estivéssemos prevenindo um assassinato? Todos os tipos de dilema como esses são possíveis. (...) Isso demonstra que não podemos viver baseados em princípios absolutos e abstratos. Precisamos relacioná-los à vida e às necessidades humanas.”

 

 

Frederick Edword

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 14h45
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 AUTOCULTURA BLOG

     autor: Fábio Oliveira

 

O blog é diversificado, mas não é dogmático. A idéia é diferenciada na forma, mas a substância é a mesma. A integração entre as diferentes formas é um dos fundamentos. O pensar não implica concordância nas idéias, pois o questionamento muitas vezes é mais expansivo. O objetivo é divulgar a autocultura, pois o blog acredita que o grande problema é a falta de compreensão da natureza humana. O homem tenta saber tudo sobre o universo (o exterior), entretanto sobre si mesmo (o interior) praticamente nada sabe. A autocultura nos leva a perceber a unidade da vida em todas as formas. Aqui, serão lançados pensamentos filosóficos e científicos de diversos pensadores, além de manifestações artísticas (música, literatura, filmes e etc.). O blog não tem pretensão de ostentar a pureza para si, bem como a originalidade. E se acha imperfeito, assim como a humanidade nos dias atuais. Portanto, não o considere desprovido de imperfeições e fraquezas. Apenas pretende colaborar, humildemente, de alguma forma para a elevação do nível de consciência, já que nós, os humanos, passamos por momentos de incertezas e contradições.

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 07h59
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24/08/2006


FRAGMENTOS DO LIVRO  ÍSIS SEM VÉU

HELENA P. BLAVATSKY

"O universo é a combinação de milhares de elementos, e, contudo é expressão de um simples espírito - um caos para os sentidos, um cosmos para a razão".

"Se há um espírito imortal desenvolvido no homem, ele deve existir em tudo o mais, pelo menos em estado latente ou germinal; pode ser apenas uma questão de tempo para que cada um destes germes torne-se plenamente desenvolvido".

"A harmonia no mundo físico e matemático dos sentidos é justiça no mundo espiritual. A justiça produz harmonia e a injustiça discórdia; a discórdia, numa escala cósmica, significa caos - aniquilação".

"Os antigos... compreenderam o fato de que as relações recíprocas entre os corpos planetários são tão perfeitas quanto as que existem entre os corpúsculos sangüíneos que flutuam num fluido comum, e que cada um é afetado pelas influências combinadas dos restantes, uma vez que cada um por sua vez afeta todos os demais".

"A mente recebe indeléveis impressões mesmo de conhecimentos ou pessoas casualmente encontradas apenas uma vez. Assim como alguns segundos de revelação da chapa fotográfica sensibilizada é tudo o que se necessita para preservar indefinidamente a imagem de um objeto, o mesmo acontece com a mente".

"A força centrípeta não poderia manifestar-se sem a centrífuga na revolução harmoniosa das esferas; todas as formas são produtos desta força dual da natureza".

"A filosofia platônica era a da ordem, sistema e proporção. Abrangia a evolução dos mundos e espécies, a correlação e conservação da energia, a transmutação da forma material, a indestrutibilidade da matéria e do espírito. Sua posição a este respeito estava muito à frente da ciência moderna, e enfeixava o arco de seu sistema filosófico com um fecho a um tempo perfeito e inabalável".

"A vontade do Criador, pela qual todas as coisas foram feitas e receberam seus primeiros impulsos, é propriedade de todo ser vivente. O homem, dotado de uma espiritualidade adicional, tem a maior partilha dessa vontade. Ele obterá maior ou menor sucesso no uso do poder mágico da mesma, proporcionalmente à matéria nele existente".

"Pitágoras ensinava que todo o universo é um vasto sistema de combinações matematicamente corretas. Platão mostra a deidade geometrizada. O mundo é sustentado pela mesma lei de equilíbrio e harmonia sobre a qual foi construído”.

Escrito por Fabio Oliveira às 03h57
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20/08/2006


 

               Praia de Jericoacoara / Ce,  foto:Felipe Oliveira

 

Mundos

infinitos aparecem e desaparecem

na vasta extensão da minha consciência,

como partículas de poeira

dançando num raio de luz.

 

Antigo ditado védico

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 06h35
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17/08/2006


ANIMAIS POLÍTICOS

Luciano Pires

 

Outro dia escrevi sobre política, tentando recuperar o verdadeiro valor dessa verdadeira “ciência”, que não é essa coisa que está aí. Perdoem-me agora os meus leitores fiéis, mas vou trazer mais uma vez um texto delicioso chamado “O Analfabeto Político”, que tenho num quadrinho em meu escritório e sempre uso em anos de eleição:

 

“O pior analfabeto é o analfabeto político.  Ele não ouve, não fala nem participa dos acontecimentos políticos.  Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel e do remédio, dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil, que da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das multinacionais.”

 

Uma porrada, não é? Pois foi escrito por Bertold Brecht, escritor e teatrólogo alemão, mais de meio século atrás. O texto torna-se atualíssimo, quando assistimos a uma crise gerada por nossa irresponsabilidade política no momento de escolha dos homens e mulheres que ocupam os poderes legislativo e executivo. Já ouvi mais de uma vez que “nunca houve um Congresso com tão baixo nível de gente” como o atual. Culpa de quem? Dos analfabetos políticos!

 

Pois refletindo sobre nossa dificuldade em perceber como a política faz parte de nossas vidas, me lembrei de uma entrevista feita em 1972 pelo ator italiano Gian Maria Volonté, já falecido. A discussão girava em torno da diferença entre os filmes politicamente engajados e aqueles vazios de conteúdo. Gian Maria disparou: “sempre me disseram que filme político não interessa, pois não faz dinheiro"... "Quer saber de uma coisa?" disse o ator ao jornalista, "o senhor está fazendo uma enorme confusão. Todo e qualquer cinema é político. Até mesmo aquele sem conteúdo, banal e vulgar. O enfoque é o tempo livre e não o conteúdo do filme. Hoje, qual é o significado de tempo livre? Significa momento de evasão, da não-reflexão, do consumo. E o sistema te oferece mil maneiras de preenchê-lo, inclusive os filmes que te metem na condição de não pensar. É esse o dado político"... Gian Maria Volonté nos alerta sobre o dado político da indústria do entretenimento. Ela ocupa nosso tempo livre, voltando nossa atenção para distrações que nos levam a consumir. Ou a apresentar um comportamento resignado, dentro das regras, que interesse ao sistema político vigente. Isso é político. E desse ponto de vista, o Gugu, tão inocente e engraçadinho, é político. O Faustão é político. O pocotó é político... Tudo é política...

 

E quando não percebemos esse jogo, nos tornamos meros joguetes nas mãos de quem manipula a política. Em Brasília ou na rede Globo. Por isso, valorize seu tempo livre. Faça com que ele seja um tempo de reflexão e ação. Preencha-o com provocações, com inspiração, com atividades que agreguem valor, que elevem seu espírito, que enriqueçam seu repertório. Agindo assim, você será senhor do seu destino. Será um animal político... Vai levar a vida, e não deixar a vida te levar. Mas tem gente que não pensa assim. Pensa que sua hora livre é para não fazer nada, para esvaziar a cabeça... Tudo bem. Para esses, trago uma frase de William James: “Quando você tem de fazer uma escolha e não a faz, isso por si só já é uma escolha”. Viu só?  Não escolher também é política...

 

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 06h12
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11/08/2006


 

 

  ENSINAMENTOS DE BUDA

 

As coisas não existem da maneira que pensam os homens comuns e ignorantes da Verdade: elas existem no sentido de que não têm realidade própria. E desde que elas não existam na realidade, são uma ilusão que é decorrente da ignorância. É a essa ilusão que se apegam os homens ignorantes da Verdade. Eles consideram todas as coisas como reais, quando, na verdade, nenhuma é real.

 

 

Não é o fato de andar nu, nem a imundície, nem o jejum, nem o hábito de se deitar sobre a terra dura, nem a imobilidade que serão capazes de purificar um homem que não venceu a concupiscência. Embora vestido luxuosamente, é um fiel quem vive na quietude, calmo, casto, sem fazer mal a ente algum.

 

 

Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiro de atos; os atos são a matriz que me trouxe, os atos são meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mau, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre refletir todo homem e toda mulher.

 

 

Todos os seres e todas as coisas são constituídas de uma mesma essência, embora pareçam diferentes segundo as formas que tomam, em conseqüência das influências que recebem. Como se formam, agem, e como agem, são. Imaginemos um oleiro que fabrique vasilhas diferentes com o mesmo barro. Cada uma dessas vasilhas terá seu destino, pois uma servirá para arroz, outra para manteiga, outra para leite e algumas serão usadas para depósito de impurezas. Não há diferenças no barro empregado. A diferença está no modelo dado pelo oleiro, segundo os diversos usos requeridos pelas circunstâncias.  Analogamente, todos os seres evolucionam de acordo com uma só lei e se destinam ao mesmo fim, que é a Iluminação.

 

 

Quem desperta para o conhecimento da verdade livra-se de todo temor e conhece a futilidade de suas inquietações, ambições e sofrimentos. Acontece que, às vezes, ao sair de um banho, a gente pisa numa corda úmida e a confunde com uma serpente; e horrorizada, sofre a agonia idêntica à causada por uma picada venenosa. Quão alegre ficará o homem ao reconhecer o seu engano e a não existência de tal serpente! O motivo de seu espanto está em seu erro, em sua ignorância e ilusão. Quando souber que pisou numa corda, reconquistará o sossego e a tranqüilidade.

Escrito por Fabio Oliveira às 07h05
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06/08/2006


FRAGMENTOS 1

autor: Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)

 

 

"O coração se pudesse pensar, pararia."

 

"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.

 

Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também".

 

Escrito por Fabio Oliveira às 20h28
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04/08/2006


ECOLOGIA INTEGRAL

 

A ecologia integral parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano. Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera.

 

A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto, ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.


Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese:

 

(1) a complexidade/diferenciação,

(2) a auto-organização/consciência e

(3) a religação/relação de tudo com tudo.

 

A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegaram à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.


As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte, constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem, rica de novas potencialidades.

 

fonte: Enciclopédia Digital Direitos Humanos

visite :   www.gaianinstitute.org

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 17h57
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“ Sonho que se sonha só

é só um sonho que se sonha só,

mas sonho que se sonha junto é  realidade ”.

 

Raul Seixas

 

Para ouvir a música é só clicar no símbolo do microfone abaixo:

vozes:  Zé Ramalho e Roberta de Recife

 
    

 

visite a website:  http://www.gaianinstitute.org/

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 09h15
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É PRECISO NÃO ESQUECER NADA
Cecília Meireles

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 05h08
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01/08/2006


 

  fotos:   Felipe Oliveira

 

 

A Praia de Jericoacoara está situada à 317 km de Fortaleza-Ce. Jericoacoara é um paraíso. A beleza encanta pelos cenários variados. O jornal americano Washington Post publicou uma reportagem especial sobre praias, colocando-a entre as 10 mais bonitas do mundo.

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 19h45
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The Gaian Institute 

 

Vicente Lúcio Lopes, brasileiro, professor, pesquisador e cientista, residente nos EUA há mais de 20 anos acaba de fundar o “Gaian Institute” (www.gaianinstitute.org) em San Marcos,Texas 78666, USA. O propósito do Gaian Institute é contribuir, através da pesquisa e educação holística participativa , para o desenvolvimento de uma sociedade ecológica global na qual o ser humano viva com um senso de responsabilidade universal e reverência pela Natureza. Para isto, o Gaian Institute visa promover uma Sociedade Global, na qual os seres humanos se identificam não somente com a comunidade local, mas também com a comunidade global do Planeta. O Instituto Gaian explorará formas alternativas de desenvolvimento sócio-econômico através da pesquisa integrada (interdisciplinar), da educação comunitária e formas de sistemas adaptativos de governo. As Universidades, Instituições Brasileiras, ONG’s, cientistas, pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados no   Gaian Institute e no tema em referência, poderão contactar com:

 

Vicente Lúcio Lopes - Director

Gaian Institute

2380 Hugo Road

San Marcos, Texas 78666 USA

e-mail: contact@gaianinstitute.org 

 

Membros do Gaian Institute - Brasil:

Francisco Fábio Oliveira de Sousa

Felipe Oliveira de Sousa

e-mail: gaian_institute@yahoo.com.br

Escrito por Fabio Oliveira às 23h02
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