autocultura - fábio oliveira


28/01/2007



 

SÚPLICA PELO PLANETA TERRA
Neli Neto


Pai, humildemente vos peço
escutai a minha súplica
que ajoelhada vos faço.
Perdoai todos os homens,
que estão destruindo o planeta
em nome de uma ciência
que prejudica a existência
dos seres daqui da Terra.

Num rompante desvairado
pensando em louros e glórias
pouco a pouco arruinaram
com seu espaço sagrado
o paraíso criado
com tanto amor e bondade
para abrigar aos humanos
como um lar especial.

É tanta destruição
que vemos no dia a dia
que uma dor intensa acontece
invadindo o coração.

São guerras, testes atômicos
lixo e mais lixo jogados,
poluindo nossos rios,
escasseando as águas.
Terras sendo queimadas
árvores arrancadas
matas exterminadas
em nome de um progresso
levando à morte o planeta.

No desejo de lucros insanos
arruinaram a beleza
devastando a natureza
matando seres humanos
extinguindo animais.
Calaram o canto dos pássaros
sumiram com as flores exóticas,
árvores que nos dão frutos.
Aniquilaram nosso mundo
com tanto ardor arrogante
em nome de uma ganância
que acabaram gerando
um buraco gigantesco
na atmosfera do espaço.

Hoje estamos em perigo
num remate declarado
nos acidentes que surgem
tsunami, terremotos
até mesmo furacões
os verdadeiros algozes
que chegam sem um aviso
ruindo com as cidades
matando homens, crianças
deixando povos com fome,
nosso planeta arrasado.

Peço-te ó Mestre divino
em nome da Virgem Maria
que tenhas só piedade.
Não deixais que aconteça
o fim da humanidade
com a morte do nosso planeta.
Perdoai todos os homens
eles não sabem o que fazem!

Escrito por Fabio Oliveira às 21h50
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Fort Jefferson seawall and moat, framed by a crumpling cannon window, late afternoon. Dry Tortugas  National Park, Florida, USA. 

 

NÃO BASTA ABRIR A JANELA

 

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver a janela se […]

 

O UNIVERSO NÃO É UMA IDÉIA MINHA

 

O universo não é uma idéia minha.
A minha idéia do Universo é que é uma idéia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha idéia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso.


A ESPANTOSA REALIDADE DAS COUSAS

 

A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. Naturalmente,
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa […]

 

Alberto Caeiro

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 17h39
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26/01/2007


 

 

AS BOAS AÇÕES

Bertolt Brecht  (1898-1956)


Esmagar sempre o próximo
não acaba por cansar?
Invejar provoca um esforço
que inchas as veias da fronte.
A mão que se estende naturalmente
dá e recebe com a mesma facilidade.
Mas a mão que agarra com avidez
rapidamente endurece.
Ah! que delicioso é dar! Ser generoso
que bela tentação!
Uma boa palavra brota suavemente
como um suspiro de felicidade!

 

Escrito por Fabio Oliveira às 21h30
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25/01/2007


 

“A criação é um ato de amor, alguma coisa que se comunica a toda humanidade. Um artista não pode fazer nada que contribua para piorar o mundo. Acho que tenho deveres para com as pessoas com quem convivo”.

 

Tom Jobim

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 22h15
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MEUS PARABÉNS, TOM !

 

 

Tom Jobim, se ainda estivesse no nosso plano existencial, estaria completando hoje (25/01/2007), 80 anos. A sua grandiosa obra e a sua vida apaixonada são exemplos que jamais serão esquecidos.

 


Eu não existo sem você (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

Interpretação Olivia Byington.

Ouça aqui

Escrito por Fabio Oliveira às 14h14
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21/01/2007


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"Todo dia vemos os seres humanos correndo de um lado para o outro, ativo e empreendedores. Porém, na verdade, muitos estão dormindo. Sim, psíquica e espiritualmente eles estão mergulhados no sono. O sono psíquico pode ser comparado ao sono físico. No plano físico existem sonos pesados, pois o homem acumulou uma grande quantidade de toxinas, ou enfraqueceu muito o seu organismo com atividades desordenadas. Por isso, além de ter necessidade de muito mais tempo para se recuperar, ao despertar, permanece sonolento e se arrasta durante o dia. Da mesma forma, se o homem acumula impurezas no coração e no intelecto, se desperdiça as suas energias nas paixões, obviamente ficará muito tempo em uma espécie de torpor psíquico. E esse torpor da consciência o impede de perceber a beleza e o sentido da vida".

 

Omraam Mikhaël Aïvanhov

 

Escrito por Fabio Oliveira às 19h22
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20/01/2007


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antonio Allegri Corregio (1490-1534)

 

 

 

"Então, em vez desse tumulto de aspirações sem fim, em vez dessas passagens constantes do desejo ao medo, da alegria ao sofrimento, em vez dessas esperanças sempre inalcançadas e sempre renascentes, que fazem da vida humana, enquanto animada pela vontade, um sonho interrompido, não perceberemos mais do que esta paz, mais preciosa que todos os tesouros da razão, a calma absoluta do espírito, esta serenidade imperturbável, tal como Rafael e Corregio a pintaram nas figuras de seus santos e cujo brilho deve ser para nós a mais completa e verídica anunciação da boa nova: a vontade desapareceu; subsiste apenas o conhecimento".


Arthur Schopenhauer

 

 

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 22h08
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DEDUÇÃO

Vladímir Maiakóvski (1922)

Não acabarão nunca com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 00h47
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18/01/2007


A ESSÊNCIA DO SER HUMANO

por Josias Dias da Costa - mestre em Educação, na área de Filosofia e História da Educação, pela UNICAMP

josiasosb@ibest.com.br

 

Uma pedra nasce e cresce de fora para dentro, num processo que leva milhões de anos. Ela se encontra aquietada, dentro de seus limites, naquilo de que é constituída, tendo como característica a sua rigidez. Uma flor, mesmo que seja inspiração para as mais belas poesias, também manifesta um movimento limitado, e suas pétalas podem vir abaixo por alguém que queira verificar se “o bem” ou se “o mal” lhe quer. Já o ser humano não se aquieta no constituído e nem nos próprios limites. Ele se coloca como um projeto num processo de crescimento que se dá de dentro para fora, ao mesmo tempo em que os condicionamentos culturais e sociais do espaço e do tempo constituem para ele uma camisa de força para que seja moldado de acordo com os padrões existentes. Diz Erich Fromm que “O homem era – e ainda é – facilmente seduzido para aceitar determinada forma de ser humano como sendo a sua essência. Mas a essência do ser humano não se define pela sociedade com a qual se identifica. Os grandes homens e mulheres foram aqueles que visualizaram algo que é universalmente humano”.

 

Na sociedade grega da era clássica, em que se buscava uma auto-compreensão fundamentada na razão, o ser humano passou a ser entendido como Homo sapiens, ou seja, aquele que ultrapassa o nível do senso comum, das opiniões enganadoras, para chegar ao conhecimento das coisas como elas realmente são. 

 

Já a busca de uma auto-compreensão da sociedade moderna em seu nascedouro se  fundamenta no conhecimento fundado na experiência do que é tangível, manipulável, ou que esteja ao alcance dos sentidos. O homem moderno, no afã de fazer coisas, de se apropriar delas e de acumulá-las, definiu a sua essência pela sua atividade industriosa, transformando-se no Homo faber. Mas, considerando-se que a sociedade industrial dos dois últimos séculos, que estabeleceu a globalização como meio eficaz para estabelecer o mercado de consumo, criou como mecanismo de controle da mão-de-obra um exército imenso de desempregados ou de pessoas que não se situam na esfera do mercado, a essência do ser humano não pode ser o que ele faz, nem mesmo no âmbito da sociedade industrial, visto que, dessa forma, a maioria dos povos da África, Ásia e América Latina estaria excluída dessa noção de humanidade.

 

As sociedades antigas e medievais formavam uma totalidade em que os indivíduos, integrados nos sistemas sociais existentes, nem sequer se percebiam como tais, uma vez que a consciência que se podia ter era a de uma existência associada à grande família, à religião, às normas estabelecidas e que muitas vezes eram vistas como de ordem natural ou divina. Já os teóricos liberais fazem da individualização do ser humano um dos fundamentos da sociedade moderna, juntamente com a propriedade, a liberdade, a igualdade e a democracia. Mas ao mesmo tempo esses teóricos escondem o fato de que a essa noção de humanidade não diz respeito a maioria dos indivíduos dessa sociedade, formada por aqueles que trabalham sem ter para si a recompensa proporcionada pelos frutos desse trabalho, que vão cair nas mãos de grupos que deles se apropriam e deles fazem seus instrumentos de poder.    

 

A sociedade contemporânea é uma sociedade em que as ideologias buscaram camuflar a verdadeira essência do ser humano. Segundo Hannah Arendt, “... o pensamento ideológico emancipa-se da realidade que percebemos com os nossos cinco sentidos e insiste numa realidade ‘mais verdadeira’ que se esconde por trás de todas as coisas perceptíveis, que as domina a partir desse esconderijo e exige um sexto sentido para que possamos percebê-la”. 

 

Continua ...

Escrito por Fabio Oliveira às 21h28
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Continuação ...

 

Este sexto sentido é fornecido pela doutrinação ideológica presente nas instituições educacionais e particularmente nos meios de comunicação de massa, em que se faz de tudo para “libertar o pensamento da experiência e da realidade” procurando sempre injetar um nea é uma sociedade em que “significado secreto” em cada evento público e farejar “intenções secretas”  atrás de cada ato político, de tal forma a fazer acreditar que aquilo que se diz da realidade seja o que realmente é.

 

E a tendência dos indivíduos, perdidos no meio da massa, é deixar-se conduzir pela maioria, escondendo-se atrás de uma essência que não lhes pertence, uma vez que é determinada pelos condicionamentos socioculturais. Jung explica tal fenômeno com as seguintes palavras:  “O movimento de massa resvala, como se pode esperar, do alto de um plano inclinado estabelecido pelos grandes números: a pessoa só está segura onde muitos estão; o que muitos acreditam deve ser verdadeiro; o que muitos almejam deve ser digno de luta, necessário e, portanto, bom; o poder se vê forçado a satisfazer o desejo de muitos. Mas o mais belo mesmo é escorregar com leveza e sem dor para a terra das crianças, sob a proteção dos pais, livre de qualquer responsabilidade e preocupação. Pensar e preocupar-se é da competência dos que estão lá no alto; lá existem respostas para todas as perguntas e necessidades. Tudo o que é necessário encontra-se à disposição. Este estado onírico infantil do homem massificado é tão irrealista que ele jamais se pergunta quem paga por esse paraíso. A prestação de contas é feita pela instituição que se lhe sobrepõe, o que é uma situação confortável para ela, pois aumenta ainda mais o seu poder. Quanto maior o poder, mais fraco e desprotegido o indivíduo”.

 

A massificação, ainda segundo Jung, abre o caminho para a tirania, que se sente mais livre na escolha de seus métodos do que a instituição que tem que dar explicações ao indivíduo. Com a tirania, sempre imoral e perversa, a liberdade do indivíduo se transforma em escravidão física e espiritual.

 

Indivíduos que promovem a tirania são imaturos e fazem da força seu mecanismo de defesa. Às vezes eles cedem diante da pressão dos grupos que defendem a cidadania, ou seja, a emancipação dos indivíduos, mas buscando sempre canalizar as consciências dos indivíduos para o âmbito das massas, para que eles não tenham pensamento próprio e façam de seu pensamento uma continuidade daquilo que já está posto e determinado de cima para baixo. 

 

A realidade é, contudo, dinâmica e o seu dinamismo se explica pelo fato de que por trás de cada indivíduo, há um ser humano que, pela sua natureza, é um ser que se lança a caminho, sempre irrequieto, em busca da realização de seus desejos. Se a realidade é desfavorável aos indivíduos e lhes apresenta barreiras que lhes parecem intransponíveis, a tendência desses indivíduos é caírem num estado de frustração, desespero, agressividade. Mas também podem despertar a sua consciência adormecida e encontrarem na esperança, que é um dos elementos essenciais da humanização de nosso ser, a força para viver e construir um mundo novo, sabendo que, para essa construção terá de enfrentar a realidade presente que é o seu ponto de partida. Pois, como diz Ralph Linton: “Durante a vida do indivíduo jamais termina o processo da criação e integração das novas reações e de extinção das antigas. Sem essa flexibilidade seria impossível ao indivíduo sobreviver em um mundo em que tanto o meio ambiente externo, como as suas próprias potencialidades se encontram em constante fluir”.

 

O amadurecimento do ser humano consiste na descoberta e na vivência de sua verdadeira essência que está na integração de suas dimensões física em que se situam os cinco sentidos; intelectiva, pela qual se chega à compreensão do âmago das coisas; espiritual, que nos abre para o transcendente e nos possibilita acolher as imperfeições e limitações de nossa vida para remetê-las à totalidade; e social, que nos coloca, desde o nascimento, em relações com os demais seres humanos, dando-nos a consciência de que não podemos viver isolados e de que a nossa sobrevivência depende, e muito, dessas relações com os nossos sócios. Na maioria das vezes essa relação que se dá na vida em sociedade é conflitiva. Mas é nas situações de conflito que nos colocamos diante dos limites de nossa humanidade para poder superá-los e assim chegarmos ao amadurecimento individual e social.  

Escrito por Fabio Oliveira às 21h23
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SERES PRODUTOS

Por Andrea Paola Costa Prado


”estimulados por uma cultura global que só dá valor às DIFERENÇAS e às ESPECIALIZAÇÕES HUMANAS, acabamos nos tornando SERES – PRODUTOS, à venda e conquistáveis a preço de mercado.“

Eu, tu, eles... nós.

 

Nós somos o quê? Nem precisamos conjugar até o fim. DIFERENTES! Somos tão diferentes que esquecemos as semelhanças que nos tornam humanos. 

 

Acreditamos ser seres especiais, únicos, melhores uns que os outros, quase perfeitos, mas na realidade, somamos muitos, muitas levas inconscientes, produzidos em séries e cheios de defeitos.

 

Concorrentes, assim como esperma na subida do útero, nos tornamos tão competitivos quanto ameaçadores, uns para os outros. Cuidado! Afinal, você conhece essa pessoa que está a seu lado?

Gente, isso não é loucura! Na “verdade”, nos tornamos SERES PRODUTOS do Capitalismo, à venda e conquistáveis a preço de mercado.

 

A qualquer hora, vamos acabar nos encontrando nas prateleiras dos supermercados, com aquelas plaquinhas penduradas:

 

- Oi, por favor, dá pra levantar a plaquinha? O teu preço está meio apagado.

 

- ATENÇÃO PARA MAIS UMA PROMOÇÂO RELÂMPAGO! MULHER BONITA, GOSTOSA E INTELIGENTE, PELO MENOR PREÇO DA PRAÇA! Mais uma excelente OFERTA da CASA! SUPERMERCADO MULTI-ÉTNICO! O único em que TODOS os PRODUTOS estão sendo liquidados!

Isso é muito sério: assim se vende a humanidade! E eu, espécie rara em extinção, me sinto... crônica com isso! Será que alguém pode me entender ou está difícil?

Escrito por Fabio Oliveira às 20h48
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Michel de Montaigne, escritor e ensaista francês, 1533-1592

 

"Nunca houve no mundo duas opiniões nem

dois fios de cabelo exatamente iguais. A mais

universal das qualidades é a diversidade."

 

"Não faço nada sem alegria."

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 18h59
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14/01/2007


 

Ouça a Roquette Pinto FM

 

Presidência : Artur da Távola

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 20h53
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Alguns números denunciam :  aos sessenta anos,  se vivo, um homem terá dormido mais ou menos a metade de sua vida. Dentro da outra metade, aquela em que não se dorme, talvez haja outra metade: a do dormir com os olhos abertos. Resta ao homem viver a sua meta-metade. E o Dalai-Lama, em algum momento de seu nada tudo, disse: "Existem homens que morrem sem nunca ter vivido, e há aqueles que vivem como se nunca fossem morrer." Viver vivendo não é uma ilusão. Talvez seja a mais real das aparências que ainda insistem em enganar o homem.

 

autor: Felipe Oliveira

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 11h32
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13/01/2007


ACABA DE FALECER MICHAEL BRECKER, LAMENTÁVEL !

vencedor de 11 prêmios Grammy

 

 

Considero Michael Brecker um dos melhores saxofonistas contemporâneos. É o meu predileto, no momento. Tenho todos os seus cd’s.

 

Michael, faça o sopro do seu sax-tenor ecoar nos mundos invisíveis, com certeza o Universo silenciará para ouví-lo. Até breve, amigo. Que Deus te conceda espaço na orquestra da eternidade.

 

 

http://images.starpulse.com/AMGPhotos/pic200/drp500/p552/p55239i4fve.jpg

 

 

Visite o site oficial de Michael Brecker:

http://www.michaelbrecker.com

Escrito por Fabio Oliveira às 23h47
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               Edgar Morin

 

 

O COMPLEXO PENSAMENTO DE EDGAR MORIN

por Maurício Silva Júnior

 

 

“É preciso reagrupar os saberes para buscar a compreensão do universo". Dessa maneira, o pensador francês Edgar Morin resumiu parte de sua teoria do pensamento complexo.  Através do pensamento complexo, Morin procura restituir um "conhecimento que se encontra adormecido", reagrupando unidade e diversidade. Com o passar dos tempos, as teorias restringiram-se a estudos por área e a complexidade das questões do homem tem sido pouco compreendida. Na opinião de Morin, os pesquisadores deveriam inscrever a competência especializada num contexto natural, na globalidade. O pensador francês propõe a hierarquização e a organização do saber no pensamento contemporâneo.

 

"Devemos contextualizar cada acontecimento, pois as coisas não acontecem separadamente. Os átomos surgidos nos primeiros segundos do Universo têm relação com cada um de nós". Para exemplificar a ineficiência do pensamento especializado na compreensão do todo, Morin lembrou as ciências econômicas, que há anos procuram solucionar questões importantes fundamentando-se exclusivamente na matemática e na lógica. Dessa maneira, os economistas não têm conseguido predizer as crises. "Eles se isolaram do resto das ciências humanas e se esqueceram da influência dos sentimentos, dos medos e dos desejos no processo econômico", afirma. Novos horizontes, no entanto, podem ser observados com o surgimento das ciências que reagrupam disciplinas, tratando os assuntos através de diversos ângulos. Cita como exemplo a cosmologia, que vem misturando astrofísica, microfisica e uma série de reflexões filosóficas.


Morin ressaltou a capacidade humana de enxergar o mundo com um viés poético. A prosa da vida assegura a sobrevivência e a poesia estimula a viver. "Muitas pessoas garantem a subsistência com determinado tipo de trabalho, sem deixar de investir em outras áreas que lhes dão mais prazer". O pensador ressaltou, ainda, a importância do contexto histórico na formação dos cidadãos. O desafio da complexidade está exatamente na compreensão de "nossa comunidade de destinos". "Podem nos levar à catástrofe. Por isso a coletividade é tão importante. Diante das batalhas cotidianas, estaremos juntos nas vitórias e nas derrotas".

Escrito por Fabio Oliveira às 08h58
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12/01/2007


"A alegria de contemplar e de conhecer é o melhor presente da natureza ".

 

A ambição é o puro senso de dever, pois a si só não produz frutos realmente importantes para a pessoa humana, pelo contrário os frutos verdadeiros derivam do amor e da dedicação para com as pessoas e as coisas”.

 

"A ciência sem religião é manca; a religião sem ciência é cega".

 

"A coisa mais dura de entender no mundo é o Imposto de Renda".

 

"A fama é para os homens, como os cabelos - cresce depois da morte, quando já lhe é de pouca serventia".

 

"A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferia deixar-me assassinar a participar desta ignomínia".

 

"A imaginação é mais importante do que o conhecimento".

 

"A Lei da Gravidade não pode ser responsável pelas pessoas caírem de amor".

 

"A liberação da energia atômica mudou tudo, menos nossa maneira de pensar ".

 

"A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo ".

 

"A mais bela experiência que podemos ter é a do mistério. É a emoção fundamental existente na origem da verdadeira arte e ciência. Aquele que não a conhece e não pode se maravilhar com ela está praticamente morto e seus olhos estão ofuscados ".

 

Albert Einstein

 

 

 

 

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 19h35
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11/01/2007


        

 

 

O PODER DA SERENIDADE


"Serenidade é agir sem agir".  ( Lao Tse)

 

Para estabelecer o equilíbrio de nossa natureza humana e bem servir ao Eterno, cumpre observar a moderação. Só pela moderação é que se obtém um rápido retorno ao estado normal do homem. Para servir aos homens e ao Tao, nada melhor do que a serenidade. Serenidade é agir sem agir.


Atividade é silenciosa superioridade. Serenidade é passividade dinâmica, que atua de dentro sem agir por fora. Esse rápido retorno é o que chamamos acumulações repetidas dos atributos do Tao. A repetida acumulação desses atributos leva-nos a vencer todos os obstáculos que impediam esse retorno.

 

Tao é infinita potência, porque é silencio Creador.

 

Tao Te King.

Escrito por Fabio Oliveira às 17h55
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09/01/2007


 

 

 

Chegamos a um ponto, na História, em que se torna necessário criar uma nova cultura, uma existência de diferente espécie, não baseada numa criminosa “política de consumo” e na industrialização, porém, uma cultura fundada numa religião de autêntico valor. Ora, como suscitar, por meio da educação, uma mentalidade inteiramente nova, destituída de avidez, de inveja? Como criar uma mente não ambiciosa, ativa, eficiente, dotada de uma real percepção do verdadeiro, na vida de cada dia? Isso, afinal, é religião.

 

Krishnamurti

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 08h06
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07/01/2007


A CULTURA DOS IGNORANTES

Christian Rocha

 

Tem-se tornado lugar-comum afirmar que a ignorância é a causa de todos os males modernos. Não as drogas, não a violência, a ignorância é que permite ao indivíduo escolher um caminho ruim, geralmente em prejuízo daqueles que escolheram caminhos bons. Tal idéia talvez impressione, justamente numa época em que a informação está à disposição de todos, farta e barata. Não haveria razões para um indivíduo ignorar as coisas que acontecem à sua volta. Manifestações pela paz, o combate à fome, a defesa à moralidade, todas essas coisas estão à disposição de espectadores e participantes. Simplesmente não há como afirmar que se cometeu um crime por engano, por não saber que se tratava de um crime. No entanto, vivemos uma época em que reina a ignorância e, invariavelmente, vemo-la como a raiz de todos os problemas. Com tanta informação, com o conhecimento abundante e a velocidade dos meios de comunicação, como é possível existir um mundo dominado pela ignorância?

 

A ignorância não existe sozinha. Muitas vezes um indivíduo não pode ignorar algumas verdades simples. Agir como se elas não existissem não depende da ignorância, mas de ter apoio na crença oposta, isto é, na mentira. Um exemplo pode tornar as coisas mais claras. Criminosos não são capazes de ignorar o fato de que o crime é algo indiscutivelmente ruim. Contudo, a lógica dominante sustenta a relação entre miséria e violência, o que de algum modo justifica a ação criminosa, como se a pobreza desse direito ao crime. Assim, diante da própria miséria e da riqueza dos outros, que outra atitude tomar senão sair por aí assaltando cidadãos incautos? A freqüência com que criminosos justificam suas atitudes através da miséria - seja ela social ou essencialmente econômica - dá provas de que a ignorância não vive sozinha. Ela se apóia no unanimismo e na ideologia.

 

O mesmo mecanismo pode ser observado em situações diversas. O político que conscientemente opta pela corrupção não é ignorante, ele é simplesmente maldoso e reacionário quando se justifica para si mesmo pensando que "todo mundo faz assim, vou fazer igual". O profissional antiético é rodeado de exemplos de ética; a opção pela má-fé acontece quando ele percebe que não estará sozinho em sua picaretagem. O jovem estudante que desrespeita seus professores e subestima a importância de sua educação pessoal não é um ignorante que será curado com assistência pedagógica, é alguém que encontra na omissão familiar e no espírito de equipe de suas gangues campo fértil para todo tipo de delinqüência.

 

Neste e em outros casos, pode-se perceber que não existe ignorância, mas apenas a opção pelas idéias erradas. Não se trata de falta de cultura, mas de acúmulo de cultura ruim.

 

O problema, portanto, não é apenas a ignorância, mas também a cultura que se propõe a curá-la. Recheada de chavões e de preconceitos, essa cultura limita-se ao ensino acadêmico e vai pouco além das excursões em museus e de um punhado de livros empoeirados. Se hoje se oferece Paulo Coelho com a mesma desenvoltura com que se ignora Machado de Assis, podemos perceber que nem a literatura está livre das fraudes culturais. Quando publicações ao estilo power-point, que falam do "feng shui dos negócios" ou do sexo em 11 minutos, respectivamente, tomam o espaço dos livros de fotos de Araquém Alcântara (imagens que falam por si), do Tao Te King (sabedoria perene há 25 séculos) e do Evangelho (jamais houve amor maior), vemos que as coisas vão mal, muito mal.

 

Sócrates, talvez o maior dos filósofos gregos, já havia alertado para o fato de que a verdadeira cultura nasce da autoconsciência, da capacidade de se questionar sobre o valor da cultura acumulada e de investigar as causas, as razões e os objetivos do conhecimento. Essa é a lição suprema, essa é a lição que deve orientar a vida de uma pessoa.

 

Escrito por Fabio Oliveira às 16h52
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04/01/2007


A BELEZA DA VIDA  -  por Elisabeth Cavalcante

A maioria dos seres humanos já sentiu, em algum momento da vida, como se o mundo tivesse repentinamente se tornado totalmente cinzento e sem nenhuma cor. Esta sensação sempre está relacionada ao nosso estado interior. A “noite negra da alma” contamina com sua escuridão tudo o que está à nossa volta. A origem de nosso sofrimento vem da negação de um princípio bastante simples: a vida é dor e prazer. Por isso, devemos vivenciar cada um destes momentos, quando eles se apresentam, sem esquecermo-nos de seu pólo oposto.

Quando a alegria bate à nossa porta, é fundamental que nos entreguemos com toda a intensidade, sabendo que ela é efêmera como a própria existência. Não deixemos escapar as oportunidades de ser feliz, sejam quais forem os motivos.

Do mesmo modo, quando a dor se apresentar, devemos encará-la de frente, vivenciando-a, porém, com o sentimento interior de que ela também passará, como tudo o mais.

É preciso um esforço consciente para não permitir que o sofrimento nos torne cegos à beleza da vida. Sempre é possível recuperar a alegria de viver, basta que desejemos isto com todo o poder de nossa vontade.

Aliviar o sofrimento alheio pode ser um poderoso antídoto contra a nossa própria dor e é um valioso instrumento de cura, capaz de trazer de volta a cor ao nosso mundo cinzento.

Olhar à nossa volta, buscando encontrar no cotidiano razões que nos encham o coração de alegria, é um exercício que deve ser repetido diariamente, quando o desânimo toma conta de nós.

Mantenha a mente sintonizada com tudo o que a vida tem de belo. E reflita sobre as palavras de um dos maiores poetas de nossa música popular, Luis Gonzaga Junior, o Gonzaguinha, numa de suas composições mais inspiradas:

 

 

O QUE É, O QUE É?

E a vida, e a vida o que é, diga lá meu irmão,
Ela é a batida de um coração, ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida, ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é, o que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é o nada do mundo,
É uma gota, um tempo, que nem dá um segundo,
Há quem fale que é um divino mistério profundo,
É um sopro do Criador, numa atitude repleta de Amor,
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver,
Ela diz que o melhor é morrer, pois amada não é,
E o inferno é sofrer,
Eu só sei que confio na moça,
E na moça eu ponho a força da FÉ,
Somos nós que fazemos a vida,
Como der, ou puder ou quiser,
Sempre desejada, por mais que esteja errada,
Ninguém quer a morte,
Só SAÚDE E SORTE,
E a pergunta roda, e a cabeça agita,

Eu fico com a pureza da resposta das crianças,
É a vida, É BONITA, E É BONITA.

VIVER e não ter a vergonha de ser FELIZ,
Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um ETERNO APRENDIZ,
Ah, Meu Deus, eu sei, eu sei, que a vida devia ser bem melhor, E SERÁ,
Mas isso não impede que eu repita:
É BONITA, É BONITA, E É BONITA

 

Escrito por Fabio Oliveira às 20h28
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    Rubem Alves

 

"Compreendi, então, que a vida não é uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem que ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, que a vida é um álbum de minisonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade. Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira". 

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 09h31
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03/01/2007


Today's Earth Science Picture of the Day.

 

 

O QUE É ESSENCIAL?

Rubem Alves

 

O que é essencial? Os filósofos antigos reduziam o essencial a quatro elementos fundamentais: a água, a terra, o ar, o fogo. Concordo com eles. Pensavam estar fazendo cosmologia, mas estavam fazendo poesia. Sabiam dos segredos da alma. Pois é disto que somos feitos.

 

Posso imaginar um mundo sem as maravilhas da técnica, sem que eu sinta, por isto, nenhuma tristeza especial. Mas não posso pensar um mundo sem a chuva que cai, sem regatos cristalinos, sem o mar misterioso... Não posso imaginar um mundo sem o calor do sol que agrada a pele e colore o poente, sem o fogo que ilumina e aquece... Não posso imaginar um mundo sem o vento onde navegam as nuvens, os pássaros e o cheiro das magnólias... Não posso imaginar um mundo sem a terra prenhe de vida onde as plantas mergulham suas raízes... São estes os amantes com que a vida faz amor e engravida, de onde brota toda a exuberância e mistério deste mundo, nosso lar. Não preciso de deuses mais belos que estes.

 

Ouço, pelo mundo inteiro, em meio ao barulho das dez mil coisas que fazem a nossa loucura, as vozes-poemas daqueles que percebem o essencial. Elas dizem uma coisa somente: “Este mundo maravilhoso precisa ser preservado.” Mas ouço também a voz sombria dos que perguntam: ”Conseguiremos?”

 

O  essencial é  aquilo  que,  se nos fosse roubado,  morreríamos. O que não pode ser esquecido. Substância do nosso corpo e da nossa alma. Por isto as pessoas se suicidam: quando se sentem roubadas do essencial, mutiladas sem remédio, e a vida, então, não mais vale a pena ser vivida.

 

Os poetas são aqueles que, em meio a dez mil coisas que nos distraem, são capazes de ver o essencial e chamá-lo pelo nome. Quando isto acontece,   o coração sorri e se sente em paz. Encontrou aquilo que procurava. Kirilov, personagem de Dostoievski, assim descreve o encontro com o essencial: “Há momentos em que a gente sente de súbito a presença da harmonia eterna. É um sentimento claro, indiscutível, absoluto. Apanhamos de repente a natureza inteira e dizemos é exatamente assim! É uma alegria tão grande! Se durasse mais de cinco segundos a alma não suportaria e teria de desaparecer. Nesses cinco segundos vivo uma experiência inteira, e por eles daria toda a minha vida, pois eles bem o valem”.

 

Escrito por Fabio Oliveira às 18h56
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02/01/2007


BOAS NOTÍCIAS, ENVIADAS PELO AMIGO DELBERG  PONCE DE LEON

 

 

 

GOVERNO FIXA METAS CONTRA DESTRUIÇÃO DE FLORESTAS

Agência Estado

 

A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, definiu ontem as metas para serem atingidas até 2010. O trabalho, inédito no País, chama a atenção pela ousadia das propostas, como reduzir até 2010 em 100% a taxa do desmatamento na mata atlântica, em 75% a destruição da região amazônica e em 50% o desmatamento dos biomas restantes. Como valores de referência, são usados números de 2002/2003 - quando, na Amazônia, 25.151 quilômetros quadrados foram derrubados, o terceiro maior índice registrado no Brasil.

 

As metas para criação de unidades de conservação mantêm o padrão de exigência. Integrantes da Conabio defendem que até 2010 a área da Amazônia protegida por unidades de conservação passe de 20% para 30%. Para os demais biomas, a porcentagem é menor. A comissão considera ideal que até 2010 pelo menos 10% da área dos demais biomas esteja protegida em unidades de conservação.

 

Formada por integrantes da sociedade e do governo, a Conabio fixou metas para sete áreas, como pesquisa, conservação de ecossistemas e espécies ameaçadas e uso sustentável dos recursos. Elas foram definidas ontem, depois de um longo processo que incluiu estudos prévios - como a área atualmente preservada e o impacto de espécies invasoras - e debates com especialistas em diversas áreas.

 

O gerente de Conservação de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, afirmou que em 2007 uma nova etapa de discussão deve ser iniciada, para estabelecer mecanismos práticos para que tais metas sejam atingidas até 2010.

 

Dias nega que as propostas sejam genéricas. 'É justamente o contrário. Partimos do zero. Fizemos um diagnóstico da situação, quais são as metas importantes para garantir a preservação da biodiversidade', afirma. A partir de agora, as fórmulas para alcançar tais objetivos serão discutidas e criadas, garante. Entre as propostas que serão avaliadas, afirma ele, estão políticas de incentivo para que o setor produtivo adote as medidas que beneficiam a proteção ambiental.

Escrito por Fabio Oliveira às 16h12
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FLORA BRASILIENSIS COMPLETA 100 ANOS COMO MODELO DE PESQUISA DA BIODIVERSIDADE

 

Diretor do Jardim Botânico de Berlim elogia digitalização da obra, considerada referência mundial para pesquisas sobre a biodiversidade brasileira. Publicação dos originais foi concluída na capital alemã há um século. Cem anos depois de sua publicação, a Flora Brasiliensis mantém sua atualidade e continua servindo de modelo tanto para outras obras de botânica quanto para a realização de megaprojetos internacionais de pesquisa que exigem uma rígida divisão de tarefas.  Esta é a opinião do diretor do Jardim e do Museu Botânico de Berlim, Hans-Walter Lack, sobre a obra-prima da botânica brasileira, iniciada em 1840 e concluída em 1906 na capital alemã. "Ela serviu de modelo para publicações semelhantes na ex-União Soviética, na China e agora na Austrália, cuja flora ainda está sendo descrita", conta Lack, que também é professor da Universidade Livre de Berlim.

 

Idealizada por Carl Friedrich Philipp von Martius, então diretor do Jardim Botânico e professor da Universidade de Munique, e pelo pesquisador austríaco Stephan Ladislaus Endlicher, a Flora Brasiliensis contém a descrição de 22.767 espécies, que representam o conjunto das plantas conhecidas até meados do século 19, além de 3.811 desenhos de plantas, flores, frutos e sementes.  Os 15 volumes da obra são o resultado da chamada "missão austríaca", na qual Von Martius percorreu 10 mil quilômetros pelo Brasil entre 1817 e 1820. No começo de 2006, grande parte da pesquisa foi digitalizada e disponibilizada na internet (http://florabrasiliensis.cria.org.br). "Isso é um avanço gigantesco", disse Lack à DW-WORLD. Segundo ele, os poucos exemplares impressos da Flora Brasiliensis encontram-se espalhados em bibliotecas e herbários mundo afora. "Agora, qualquer pesquisador brasileiro ou estrangeiro, mesmo fora dos grandes centros, consegue folhear virtualmente na Flora. Isso é importante porque quem quiser pesquisar a biodiversidade brasileira sempre terá de recorrer a esta fonte referencial", disse Lack.

 

Material de campo

 

Ele explicou que estão sendo empreendidos esforços internacionais para escanear os exemplares das plantas descritas na Flora e também disponibilizar essas informações adicionais na internet. Esse material de campo foi analisado à época por mais de 60 pesquisadores da Europa e dos Estados Unidos. Estudos recentes indicam que a biota brasileira abrange cerca de 1,8 bilhão de espécies, mas que "apenas" entre 170 mil e 210 mil espécies são cientificamente conhecidas até hoje. Segundo Lack, ainda existe uma grande lacuna na pesquisa, sobretudo no que diz respeito às espécies vegetais encontradas nas regiões mais próximas à linha do Equador. O cientista alemão concorda com a opinião de pesquisadores brasileiros de que a melhor forma de combater a biopirataria é conhecer a biodiversidade. Ele disse, porém, que um projeto como o de Von Martius, que durou 66 anos, seria hoje diferente, não só devido às possibilidades oferecidas pela comunicação eletrônica. "Só haverá uma segunda Flora Brasiliensis se o Brasil quiser. Isso não é mais possível por decisão unilateral, de fora, como no século 19. O que, no entanto, continua válido é o reconhecimento de que projetos dessa grandeza só são viáveis através da cooperação internacional", afirmou.

 

Redator : Geraldo Hoffmann

 

Escrito por Fabio Oliveira às 16h06
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01/01/2007


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Escrito por Fabio Oliveira às 12h45
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