autocultura - fábio oliveira


26/04/2008


 

 

EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Mário Quintana

 

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.

Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças

Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,

Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

 

A Cor do Invisível

Escrito por Fabio Oliveira às 10h51
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É PELO SONHO...

 

É pelo sonho que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos. Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo que talvez não teremos. Basta que a alma demos, com a mesma alegria, ao que desconhecemos e ao que é do dia a dia.

 

Sebastião da Gama, poeta português

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 10h44
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18/04/2008


Nuvem Passageira 
Hermes Aquino



Eu sou nuvem passageira 
Que com o vento se vai 
Eu sou como um cristal bonito 
Que se quebra quando cai 

Não adianta escrever meu nome numa pedra 
Pois essa pedra em pó vai se transformar 
Você não vê que a vida corre contra o tempo 
Sou um castelo de areia na beira do mar 

Eu sou nuvem passageira... 

A lua cheia convida para um longo beijo 
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã 
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito 
E a namorada analisada por sobre o divã 

Eu sou nuvem passageira... 

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva 
Não quero nem saber de me fazer ou me matar 
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia 
Sou um castelo de areia na beira do mar.

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 17h42
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ETERNIDADE

autor : Fábio Oliveira

 

Eternidade é o mar.

Somos ondas.

Mar e onda, onda e mar...

O ciclo continua...

Mar e onda... onda e mar...

 Somos água,

na onda ou mar.

A eternidade é o mar...

A eternidade é assim...

Escrito por Fabio Oliveira às 07h19
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16/04/2008


Momento de Recordação: ouçam  “Gaivotas” – Antônio Marcos

 

Escrito por Fabio Oliveira às 22h31
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13/04/2008


 

Recordação Musical – É só clicar abaixo

 

Modinha

Escrito por Fabio Oliveira às 16h04
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“Quanto mais reflito sobre a vida humana, mais me convenço de que devemos dar a ela, por testemunhas e juízes, a Ironia e a Piedade – do mesmo modo como os egípcios invocavam junto a seus mortos a deusa Ísis e a deusa Néftis. A Ironia e a Piedade são excelentes conselheiras: uma, com seu sorriso, nos adoça a existência, e a outra, com suas lágrimas, no-la enobrece. A Ironia que invoco não é cruel: não brinca com o amor nem com a beleza, é amável e benévola, acalma a cólera com seu riso e, sem presença dos malvados e dos néscios, induz-nos à brincadeira para evitar que eles nos despertem ódio.”

 

Anatale France

Escrito por Fabio Oliveira às 15h37
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"A felicidade não está em viver... mas em saber viver. A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que NÃO damos... nas forças que NÃO usamos... na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade..."

 

Carlos Drummond de Andrade

Escrito por Fabio Oliveira às 15h18
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08/04/2008


 

 

Existe, sim, Aquilo que é o fim do entendimento.

Existe, sim, Aquilo que só há de se entender,

Quando florir a mente,

Quando a mente folhar, e brotejar,

E irromper-se na beleza da sua inflorescência.

Mas se tentar-se entravar a mente

E agrilhoá-la, e confiá-la,

Buscando arremessá-la para dentro de si mesma,

Nada se compreenderá.

 

Pois há na plenitude da mente

Um poder que, nascendo como o sol em seu esplendor,

Cintila, consoando os raios do pensar

E os raios do sentir.

Há que se ater à visão da Alma

Serena em sua pureza, liberta de tudo o mais.

Há que esvaziar a pequenina mente de tudo,

De todas as coisas, exceto uma: a meta

De se atingir o fim do entendimento,

Que subsiste para além da mente.

 

O Oráculo Caldeu

Escrito por Fabio Oliveira às 13h59
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07/04/2008


Ouça abaixo a linda música    “Dança das Nuvens” ,  composição de Felipe Oliveira, na maravilhosa interpretação do mesmo no sax-alto. As belas fotos são de  Sérgio Guida. Edição de Luis Mafaltti.

 

Escrito por Fabio Oliveira às 13h21
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06/04/2008


 

 

 

DIVERGÊNCIAS MUSICAIS

autor: Fábio Oliveira

 

Após divergências sobre o tema  "música de qualidade" resolvi escrever sobre o fato. Todas as emoções que alguém possa sentir ao ouvir determinadas músicas, eu também sinto, apenas as músicas são outras. “Travessia” de Milton Nascimento, quando ouvi pela primeira vez me tocou profundamente e as "Bachianas Brasileiras" de Heitor Villa Lobos ainda me comovem bastante. "Noturno" de Chopin e a "Ária na 4ª corda" me convidam a transcender esse mundo denso para mundos mais etéreos, a  "Aase’s Death" de Edvard Grieg me leva a refletir sobre a eternidade. Portanto, nós não somos tão diferentes assim. As emoções sentidas por nós, seres humanos, diante da beleza da música são semelhantes, embora os gostos possam ser diferentes. As nossas divergências se dão no conceito de qualidade, pois considero totalmente distinto do conceito de emoção e de gosto. Existem músicas que eu não gosto e não tolero ouvir, mas respeito pela qualidade.

 

Vou dar um exemplo apenas para esclarecer melhor a minha lógica: imaginem um jogo de Futebol numa pequenina cidade no interior do Ceará, Irauçuba x Brejo Santo. Com certeza, teríamos centenas de torcedores e muita emoção. As torcidas se dividiriam entre as duas equipes, ou seja, teriam gostos diferenciados. Agora, um detalhe, eu jamais poderia dizer que esse jogo teria a mesma qualidade de uma final do campeonato brasileiro no Maracanã ou uma final de copa do mundo entre Brasil e Itália. Mantendo as devidas proporções, a mesma lógica vale para a música e não é preconceito. Não posso considerar a qualidade do trabalho do Compositor X igual ao de Beethoven ou Mozart, embora muitas pessoas possam preferir o Compositor X. O gosto é relativo e depende de diversos fatores.

 

Assim como existem parâmetros objetivos e subjetivos no futebol, na música também existem. A música se utiliza de melodia, harmonia, ritmo, dinâmica, forma, tempo, timbre e letra (em alguns casos). Mas os utiliza de uma forma particular, com a finalidade de que o produto, uma vez terminado e composto desses fatores, satisfaça certa condição definida, ou seja, que o produto seja belo. Em toda atividade humana criativa existe os fatores subjetivos e objetivos e a música não é uma exceção. Não devemos nunca esquecer que música é arte e ciência. Quando, através do tato, percebemos o pulso, que é o ritmo que produz o fluir do sangue pela artéria, estamos realmente percebendo um ritmo não audível, mas igualmente capaz de se poder imitar com o movimento dos pés, das palmas ou da voz.

 

A música não pode de maneira alguma ser neutra em qualidade. Às vezes, pode revelar um misto de elementos de inspiração e degradação, mas basicamente todos os empregos do tom e todas as letras musicais podem ser classificados de acordo com a sua direção, para cima ou para baixo. É pouco comum que movimentos na música, que combinam elementos realmente ascendentes com os da direção descendente, mantenham sua estabilidade por muito tempo. Quase sempre, uma força sobreleva a outra, como se vê em toda história da arte. Na realidade, parte da natureza essencial da maioria dos estilos e movimentos da música consiste em erguerem  as pessoas para uma consciência da beleza e sublimidade, ou lhes inculcarem, sutil ou declaradamente, sentimentos de indisciplina e hedonismo. Para dizê-lo com maior franqueza, a música se inclina a ser Boa ou Ruim. A história registra que das duas músicas, a Boa e a Ruim, somente uma costuma permanecer na memória da civilização, ou seja, a “Música Boa”.

Categoria: eu e minhas palavras
Escrito por Fabio Oliveira às 08h20
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05/04/2008


Belíssimo: Hilary Hahn toca o Adagio do Concerto para Violino nº 1 de  Paganini

 

Escrito por Fabio Oliveira às 10h23
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04/04/2008


 

 

“O ser humano é parte de um todo que chamamos de Universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele vê a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto, uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão de ótica é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos e afeições pessoais. Nossa tarefa é nos libertar dessa prisão, aumentando a amplitude da nossa compaixão, para abarcar todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza”.

 

Albert Einstein

Escrito por Fabio Oliveira às 17h05
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