autocultura - fábio oliveira


28/08/2008


 

A PONTE

Hugo Di Baggio

 

 

Toda corrente de água desliza entre duas margens.
Margens que detêm e ordenam.
Que impedem de invadir os campos.
Que lhe traçam um caminho.
Duas margens que permitem essa água formar um todo e  realizar sua tarefa:

 

regar as planícies através das quais desliza.
E as margens ficam distantes uma da outra...
Elas, porém, podem unir-se. Aproximar-se.
Fundir-se quase, quando sobre as águas se estende uma ponte.

Olhando a ponte sente-se a tarefa  imensa e ao mesmo tempo agradável, executada pela ponte.
Como um abraço amigo aproxima duas separações.
Como um diálogo silencioso  faz conversarem duas solidões.
Como a mão estendida  fraterniza dois estranhos.

Se a ponte pudesse sentir, poderíamos, sem medo, qualificá-la de feliz.
Feliz por ser capaz de tornar o outro feliz.
E nunca se colhe maior felicidade  do que quando se semeia felicidade.

A ponte tem, para cada um de nós, um profundo e significativo simbolismo.
É a lição perene, silenciosa e rica, no dia-a-dia de sua missão de ligar e aproximar.
De cortar distâncias.
De separar abismos.

Diante de uma ponte nos ocorrem reflexões que alguém escreveu:


"Em êxtase contemplativo olho a ponte, admiro a ponte, escuto a linguagem da ponte:


Sou forte, terrivelmente forte. Resisto a todos  e  permaneço sempre estática, mas perseverante   em meu posto de serviço.
O segredo de minha força ?
De minha perseverança ?
De minha grandeza ?
Nasci para unir.
Vivo para unir.
Sirvo para unir !"

Como gostaria de ser ponte também!
Para unir a terra aos céus!
Unir os desunidos.
Unir os desencontrados.
Unir os corações.

 

O lindo poema acima foi enviado por Delberg Ponce de Leon

 

Escrito por Fabio Oliveira às 19h55
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24/08/2008


 

 

"É preciso ainda ter o caos dentro de si para dar a luz a uma estrela dançante!"

 

Nietzsche

 

"A persistência é o  caminho  do êxito.  Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas."

 

Charlie Chaplin

 

"Eu amarei a luz porque ela me mostra o caminho. Contudo, eu suportarei a escuridão pois ela me mostra as estrelas."

 

Og Mandino

 

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 13h29
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14/08/2008


 

 

Evoluir é desvelar-se; revelar aquilo que somos; com todas as nossas virtudes e desvirtudes humanas; nem maiores, nem menores, diante da Força Maior que chamamos Deus. Tudo aquilo que nos leva no sentido contrário de nossa própria autenticidade, afasta-nos do caminho de retorno ao Pai. Mas que também possamos ter a certeza de que nestes tempos de abertura de Portais de Consciência, o próprio movimento evolutivo do Planeta promove a desconstrução das máscaras sociais erguidas pelos egos humanos. Num movimento natural e saudável, nada que não seja verdadeiro ficará de pé...

 

Sueli Meirelles

Escrito por Fabio Oliveira às 10h45
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Não vi nada na TV - nada mesmo! - sobre essa olimPIADA da Crina, realizada, ao que parece, sob o muito poluído ar de Pequim. Contudo, acabo de ler, indignado, na Folha de São Paulo que:  "Lin Miaoke, de nove anos, foi a que se apresentou no palco durante a cerimônia, mas posteriormente foi confirmado que a voz que todos ouviram foi a de Yang Peiyi, de sete anos". O que houve, por parte desses ditadores que roubam a liberdade da maior população do planeta, foi um roubo grotesco, diante dos olhos e dos ouvidos da população global. Roubaram da pequena Yang o seu talento e o motivo do roubo ainda é mais torpe: a deliberação coletiva dos que comandam o sistema de que a menina é feia. Eu que ouvi da protagonista de um filme lindíssimo chamado Festa de Babete, como resposta à afirmação de uma amiga de que ela "ficou pobre" as seguintes palavras: "Nenhum artista é pobre!", afirmo aqui categoricamente que esses usurpadores do poder que organizaram as olimPIADAS na China não conhecem a VERDADE e muito menos essa verdade que expresso nas seguintes palavras: NENHUM ARTISTA É FEIO, E SE HOUVER ALGUM, NÃO É ARTISTA!

 

Dom Josias Dias da Costa

Escrito por Fabio Oliveira às 10h29
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04/08/2008


 

 

DUBAI

autor: Fábio Oliveira

 

Dubai

 

Que exala o perfume artificial

 De pétalas murchas e peixes apodrecidos

 

Dubai


Que mostra na alvorada o sol obscuro

De frio asfalto a brilhar

 

Dubai


Que se veste de pedra sem poesia,

De beleza embrutecida, não lapidada

 

Dubai


Que empolga a luxúria, a vulgaridade

De consciência pontual

 

Dubai


Que busca tudo, mas não tem nada
De alma pobre, estéril

 

Dubai


Que é desprovida de vida e valor,
De alma vazia...

 

DUBAI , DE ALMA VAZIA !

 

Categoria: citação e poesia
Escrito por Fabio Oliveira às 19h54
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