autocultura - fábio oliveira


21/06/2009


monge

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TORNE-SE UM LAGO 

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

 

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim – disse o aprendiz.

 

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

 

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:

 

– Beba um pouco dessa água.

 

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:

– Qual é o gosto?

– Bom! – disse o rapaz.

– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.

– Não – disse o jovem.

 

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:

– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

Escrito por Fabio Oliveira às 11h00
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11/06/2009


           

                                     

AINDA HÁ MUITO QUE APRENDER

Demóstenes Torres, procurador de Justiça

 

 

A revista inglesa The Economist publicou na semana passada extensa reportagem a situação falimentar da educação brasileira. Não há nada que não saibamos. Apenas o reconhecimento de uma publicação de enorme prestígio internacional da nossa incapacidade de possuir uma escola pública de qualidade. Ou como escreveu a revista, ao comentar a crença nacional de que Deus é brasileiro. Pode até ter ser, mas o Altíssimo certamente não desempenhou nenhum papel no desenvolvimento do modelo educacional do País em vigor.

                     

The Economist faz uma análise detalhada da educação brasileira desde o legado cultural da colonização portuguesa que fazia da escola uma instituição da Casa Grande, reservada à elite abastada, até a influência negativa dos sindicatos dos professores no desenvolvimento da educação. Lembra, por exemplo, que são despendidos enormes recursos orçamentários em um modelo de escola que não funciona. Conforme mostra a revista – assunto que já comentei neste espaço – investimos em educação um percentual em relação ao PIB maior do que o da Coréia do Sul. No entanto, quanta diferença de desempenho.

     

A revista inglesa tem absoluta razão ao demonstrar que o déficit educacional é o grande freio do desenvolvimento do Brasil, que apesar de ter apresentado progresso político e econômico continua em posição de inferioridade em relação ao próprio terceiro-mundo. No fundo somos aquele gigante que despertou da sonolência dos séculos, mas permanece analfabeto. A publicação também encontra o “x” do problema ao demonstrar a inversão de prioridade de um sistema educacional que investe mais nas universidades do que no ensino fundamental.

                  

Não é possível mesmo esperar resultado de um modelo empenhado em simular o aprendizado. Não estou a dizer apenas da falta de qualificação dos professores e da estrutura precária das instituições de ensino. Especialmente percebo que o tempo de permanência do aluno na sala de aula – fato que a reportagem da revista inglesa deixou escapar – é um dos grandes fatores que alimentam o ralo educacional. Como imaginar uma escola eficiente em que o estudante tem, com muito esforço, uma carga horária líquida de aprendizado inferior a quatro horas diárias?

                   

A reportagem da revista está corretíssima, mas faltou comentar a necessidade de se instituir no Brasil a Escola em Tempo Integral, como ocorre lá no Hemisfério Norte. Sem a iniciativa, daqui a 20 anos teremos um ministro da Educação, ainda que competente, cheio de esperança de que estará a fazer algo de fundamental para as faladas próximas gerações quando não conseguirá gerir o desenvolvimento humano de quem está por aí imerso no analfabetismo funcional. Como disse a revista inglesa, ainda há muito a aprender.

Escrito por Fabio Oliveira às 17h09
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03/06/2009


Sobre   o   tema   dilemas   das    cidades ,   sugiro   assistirem  o documentário  do cientista,   geógrafo e uma das grandes inteligências brasileiras Milton Santos. O excelente vídeo me foi passado pelo amigo Rodrigo Ponde de Leon.

 

 

Escrito por Fabio Oliveira às 11h57
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