MARINA SILVA - PRESIDENTA DO BRASIL 2010
MARINA SILVA - PRESIDENTA DO BRASIL 2010
ROBERTO CARLOS – ÁGUIA DOURADA

“O fator chave que determina a saúde da biosfera da Terra é o comportamento dos seres humanos”.
“A procura para soluções dos problemas ambientais tem que incluir como preocupação central a transformação do humano nos padrões conceituais, psicológicos e culturais que se tornaram um perigo iminente à saúde da comunidade da Terra inteira. O cultivo de novas estruturas da experiência humana e a ação devem ser alinhadas mais harmoniosamente com o mundo natural e a ordem cósmica, dentro das quais nós moramos”.
“Uma Ecologia Integral tem que utilizar o espectro inteiro de investigação humana, inclusive as ciências (humanas, sociais e naturais), as tradições espirituais (asiático, Ocidental e indígena) do mundo, a sabedoria coletiva e as perspicácias de experiência individual”.
Vicente L. Lopes
Department of Biology
Texas State University
San Marcos, TX 78666
Personal URL : http://www.bio.txstate.edu/~vlopes/lopes.html
Lab : http://www.aquaticresources.bio.txstate.edu/~watershedlab/
Gaian Institute : http://www.gaianinstitute.org
Integral Ecology : http://integral-ecology.net
ROBERTO CARLOS - AMAZÔNIA

MOTIVOS PARA MARINA SILVA SER PRESIDENTE DO BRASIL :
1. Compreensão da sustentabilidade.
2. Reconhecimento internacional em um contexto de profunda crise ambiental.
3. Capacidade de promover a consciência ética com seu exemplo de integridade.
4. Compromisso com a Educação e com as presentes e futuras gerações.
5. Autenticidade do feminino na política.
6. Experiência no poder legislativo e de gestão no executivo.
7. Trajetória política exemplar e amplamente reconhecida, sendo motivo de orgulho do povo brasileiro.
8. Integra senso de conciliação com clara postura política.
9. Liderança histórica nos movimentos sociais.
10. Presença respeitada na opinião pública brasileira.
11. Exemplo de integração da práxis política, social, ambiental, educacional e espiritual.
12. Capacidade de debater com qualidade, não fugindo aos mesmos na defesa de seus ideais.
13. Por ser desprendida das ambições de poder (seu objetivo, por hora, é ser professora, para isso está concluindo um mestrado em pedagogia)
INFORME-SE SOBRE O MOVIMENTO AQUI:
http://www.marinasilvapresidente.org/

"Riqueza não é só dinheiro. É fazer parte de uma população saudável, sem miséria e abandono de seres humanos em situações de extrema degradação. É dispor de um ambiente natural acolhedor, sem poluição, sem a destruição irresponsável e insana de ecossistemas cuja integridade é essencial para nossa própria sobrevivência. É ter trabalho digno, é não ser objeto de preconceitos e viver numa comunidade cujas relações são baseadas no respeito mútuo".
"Ao nos unirmos para atingir esses objetivos, estamos também manifestando a opção por uma vida mais simples, menos gananciosa, consumista e individualista. Porém, para chegar lá, teremos que enfrentar desafios de alta complexidade, que implicam transformações sociais e culturais profundas. Pois o que temos hoje é uma completa inversão de valores, onde as pessoas valem menos do que as coisas e onde direitos humanos fundamentais, como à saúde, à educação, ao alimento, são tratados como mercadorias ao sabor das razões econômicas, do lucro".
Marina Silva

MARINA SILVA: UM NOVO OLHAR SOBRE O BRASIL
Por Leonardo Boff
Erram os que pensam que a saída da senadora Marina Silva do PT obedece a propósitos oportunistas de uma eventual candidatura à Presidência da República. Marina Silva saiu porque possuía um outro olhar sobre o Brasil, sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo que identifica desenvolvimento com crescimento meramente material e com maior capacidade de consumo. O novo olhar, adequado à crescente consciência da humanidade e à altura da crise atual, exige uma equação diferente entre ecologia e economia, uma redefinição de nossa presença no planeta e um cuidado consciente sobre o nosso futuro comum. Para estas coisas a direção atual do PT é cega. Não apenas não vê. É que não tem olhos. O que é pior.
Para aprofundar esta questão, valho-me de uma correspondência com o sociólogo de Juiz de Fora e Belo Horizonte, Pedro Ribeiro de Oliveira, um intelectual dos mais lúcidos que articula a academia com as lutas populares e as Cebs e que acaba de organizar um livro sobre “A consciência planetária e a religião” (Paulinas 2009) Escreve ele:
“Efetivamente, estamos numa encruzilhada histórica. A candidatura da Marina não faz mais do que deixá-la evidente. O sistema produtivista-consumista de mercado teima em sobreviver, alegando que somente ele é capaz de resolver o problema da fome e da miséria – quando, na verdade, é seu causador. Acontece que ele se impôs desde o século XVI como aquilo que a Humanidade produziu de melhor, ajudado pelo iluminismo e a revolução cultural do século XIX, que nos convenceram a todos da validade de seu dogma fundante: somos vocacionados para o progresso sem fim que a ciência, a técnica e o mercado proporcionam. Essa inércia ideológica que continua movendo o mundo se cruza, hoje, com um outro caminho, que é o da consciência planetária. É ainda uma trilha, mas uma trilha que vai em outra direção”.
“Muitos pensadores e analistas descobriram a existência dessa trilha e chamaram a atenção do mundo para a necessidade de mudarmos a direção da nossa caminhada. Trocar o caminho do progresso sem fim, pelo caminho da harmonia planetária”.
“Esta inflexão era a voz profética de alguns. Mas agora, ela já não clama mais no deserto e sim diante de um público que aumenta a cada dia. Aquela trilha já não aparece mais apenas como um caminho exclusivo de alguns ecologistas, mas como um caminho viável para toda a humanidade. Diante dela, o paradigma do progresso sem fim desnuda sua fragilidade teórica e seu dogma antes inquestionável ameaça ruir. Nesse momento, reúnem-se todas as forças para mantê-lo de pé, menos por meio de uma argumentação consistente do que pela repetição de que “não há alternativas” e que qualquer alternativa “é um sonho”.
“É aqui que situo a candidatura da Marina. É evidente que o PV é um partido que pode até ter sido fundado com boas intenções, mas hoje se converteu numa legenda de aluguel. Ninguém imagina que a Marina - na hipótese de ganhar a eleição – vá governar com base no PV. Se eventualmente ela vencer, terá que seguir o caminho de outros presidentes sul-americanos eleitos sem base partidária e recorrer aos plebiscitos e referendos populares para quebrar as amarras de um sistema que “primeiro tomou a terra dos índios e depois escreveu o código civil”, como escreveu o argentino Eduardo de la Cerna”.
“Mesmo que não ganhe, sua candidatura será um grande momento de conscientização popular sobre o destino do Brasil e do Planeta. Marina Silva dispensará os marqueteiros, e entrarão em campanha os seguidores de Paulo Freire”.
“Esta é a diferença da candidatura Marina. Serra, do alto da sua arrogância, estimula a candidatura Marina para derrubar Lula e manter a política de crescimento e concentração de riqueza. Lula, por sua vez, levanta a bandeira da união da esquerda contra Serra, mas também para manter a política de crescimento e de concentração da riqueza, embora mitigada pelas políticas sociais”.
“Marina representa outro paradigma. Não mais a má utopia do progresso sem fim, mas a boa utopia da harmonia planetária. A nossa visão não é restrita a 2010-2014. Estamos mirando a grande crise de 2035 e buscando evitá-la enquanto é tempo ou, na pior das hipóteses, buscar alternativas ao seu enfrentamento.
É por isso, por amor a nossos filhos, netos e netas, temos que dar força à candidatura da Marina. E que Paulo Freire nos ajude a fazer dessa campanha eleitoral uma campanha de educação popular de massas”.
Digo eu com Victor Hugo: ”Não há nada de mais poderoso no mundo do que uma idéia cujo tempo já chegou”.

O planeta Terra vive um período de intensas transformações técnico-científicas, em contrapartida das quais engendram-se fenômenos de desequilíbrios ecológicos que, se não forem remediados, no limite, ameaçam a vida em sua superfície. Paralelamente a tais perturbações, os modos de vida humanos individuais e coletivos evoluem no sentido de uma progressiva deterioração. As redes de parentesco tendem a se reduzir ao mínimo, a vida doméstica vem sendo gangrenada pelo consumo da mídia, a vida conjugal e familiar se encontra freqüentemente "ossificada" por uma espécie de padronização dos comportamentos, as relações de vizinhança estão geralmente reduzidas a sua mais pobre expressão... É a relação da subjetividade com sua exterioridade - seja ela social, animal, vegetal, cósmica - que se encontra assim comprometida numa espécie de movimento geral de implosão e infantilização regressiva. A alteridade tende a perder toda a aspereza. O turismo, por exemplo, se resume quase sempre a uma viagem sem sair do lugar, no seio das mesmas redundâncias de imagens e de comportamento.
Felix Guattari